Revista científica chinesa diz que poluição não é nociva ao planeta, não passa de um mito fabricado pela ONU

Ambientalistas
criticam artigo cujos autores afirmam que a crise climática não passa de um
mito fabricado pela ONU


RIO – O homem não precisa gastar um centavo sequer no
combate às mudanças climáticas. O carbono é um gás inofensivo, cuja emissão
deveria ser estimulada. As declarações controversas são defendidas em um estudo
publicado esta semana na revista “Science Bulletin”, da Academia Chinesa de
Ciências. Os quatro pesquisadores que assinam o trabalho, todos ocidentais,
discordam da tese defendida por 97% da comunidade científica internacional, que
atribuem o aquecimento do planeta à ação humana.
De acordo com o Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a emissão de gases-estufa
aumentará a temperatura da Terra em cerca de 3,3 graus Celsius até o fim do
século. No entanto, os autores da nova pesquisa — três americanos e um britânico
— asseguram que os termômetros subirão, no máximo, 1 grau Celsius.

A opção por uma revista chinesa provoca ainda mais
desconfiança sobre os resultados. Afinal, trata-se do país mais poluidor do
mundo. De acordo com especialistas, o estudo poderia ser usado em Pequim como
uma tentativa de justificar as emissões crescentes de carbono na atmosfera. Ao
contrário dos países desenvolvidos, a China não anunciou um cronograma para
reduzir sua liberação de gases-estufa.
 A Academia chinesa é a maior do
mundo, e seus editores estão dispostos a analisar um estudo que levanta questões
contra a posição científica oficial sobre o aquecimento global, ao contrário
das publicações ocidentais — explica Christopher Monckton, autor principal da
pesquisa e conselheiro-chefe de política do Instituto de Ciências e Políticas
Públicas de Londres. — A ciência ainda é feita de forma correta na China. O que
já vimos é que não precisamos gastar um centavo sequer no combate às mudanças
climáticas. Todas as custosas conferências e negociações do IPCC, em locais
exóticos como o Brasil, são desnecessárias.

‘IPCC É ALARMISTA’
Mais de 9,2 mil estudos foram
analisados na composição do último relatório do IPCC, divulgado no ano passado.
O resultado, segundo Monckton, foi um documento equivocado e alarmista. Em vez
da pilha de textos produzida por cientistas de cerca de 80 países, a resposta
correta pode vir de “um estudante de graduação com uma calculadora de bolso”.
O estudo publicado pela Academia
chinesa considera a diferença entre a quantidade de energia absorvida pela
Terra e a energia perdida ou refletida para o espaço. O IPCC amplia o cálculo
com dezenas de outras variáveis, como questões relacionadas à cobertura do
gelo, à temperatura do oceano e danos à biosfera.
Há décadas o IPCC prevê altas
temperaturas, e elas são menores do que alardeavam  condena William Briggs,
professor adjunto de Estatística da Universidade de Cornell e coautor da
pesquisa. — Você confiaria em um meteorologista que sempre prevê uma onda de
calor quando, na verdade, vai nevar?
Coordenador do Programa de Mudanças
Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur avalia que o grupo de Monckton
usou métodos “simples” e que “não pode ser comparado” ao IPCC.
 Documentos como o publicado esta
semana só são feitos para chamar atenção da mídia — critica. — A temperatura do
planeta já aumentou 0,85 grau Celsius desde a era pré-industrial. Ainda existe
quem acredite que, quanto mais carbono na atmosfera, maior será sua captação
pelas florestas. Mas os estudos mostram como o gás pode alterar processos
geológicos e ambientais. A mata não tem como estocar quantidade ilimitada de
CO2.

MEDO DE ERA GLACIAL
 A temperatura era maior no Antigo
Egito e na Idade Média, por exemplo. Agora, porém, ela está à deriva, e isso é
preocupante. Para o bem de todos, precisamos levar CO2 suficiente para o ar e
afastar a próxima Era Glacial — alerta. — Apesar de toda a propaganda, um clima
mais quente é um grande negócio. Uma nova Idade do Gelo mataria bilhões.
Marcos Heil Costa, ex-coordenador-geral
de Mudanças Climáticas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação,
acredita que o estudo na publicação chinesa menospreza novas pesquisas sobre o
aquecimento global. E contesta, também, os cálculos adotados pelos cientistas
para corroborar suas teses.
Não houve apenas um relatório do
IPCC. Houve outras edições, e todas são atualizadas e trazem projeções cada vez
mais corretas — defende. — Estes cientistas podem ter escolhido cálculos que
levam a um aumento mais modesto da temperatura global.
Via oglobo




Please follow and like us:

Você pode gostar também

Deixe uma resposta