Ataques de “falsa bandeira”: passado, presente e… futuro?

Tradução:
Caminho Alternativo
Aqueles
que acreditam em “teorias conspirativas” lhes encanta o conceito de ataques de
“Falsas Bandeiras”: ou seja, a ideia de que quando uma nação – usualmente muito
poderosa – necessita uma desculpa para criar a guerra a outra nação –
usualmente algum adversário mais débil – faz de tudo para orquestar um “ataque”
contra si mesma para em seguida culpar a esta outra nação, usando-a como
pretexto para atacá-la.
É
claro que isto não é tão simples e pode soar como uma loucura; porém, como
dissera Polonio à Hamlet “Embora pareça uma loucura, porém, têm certo método e
coerência…”
Então,
há algo de certo por trás de tais manobras que faz que tantas pessoas acreditem
que conformam uma explicação plausível de muitas coisas insólitas que hoje
ocorrem neste mundo louco?

Quando
os historiadores repassam os fatos das últimas décadas e séculos, muitos
eventos chave que geraram guerras mundiais, conflitos regionais, e convulsões
políticas resultam difíceis de explicar se sómente os percebemos como
acontecimentos “espontâneos”, resultado de penosos “erros” cometidos por
políticos, ou da estupidez das massas ou, simplesmente, da “má sorte”. É óbvio
que muitas vezes os homens se comportam tontamente mas “a culpa não a
encontraremos em nossas estrelas senão em nós mesmos” observou alguma vez o
nobre Casio.

Porém,
pessoas mais esclarecidas vão compreendendo que os niveis máximos do poder
mundial – ou seja, aqueles grupos muito pequenos, poderosos e altamente
consistentes e coordenados em distintas partes do mundo que operam dentro de
uma rede de dinheiro, influências e pressões no cenário mundial – têm muitos
interesses e metas em comum como para ficar como meros observadores do porvir
mundial deixando que “as coisas ocorram por si mesmas”.

Pois
as coisas não são tanto o resultado das ações – boas ou más – das maiorias dos
povos, senão o resultado do planejamento, manobras e direcionamento cuidadoso
realizado por essas pequenas minorias disciplinadas. Elas são as que disparam
episódios trascendentes – guerras, revoluções, invasões, assassinatos,
“liberações” nacionais” – que logo são adequadamente apresentados perante os
povos para que as adotem como suas próprias causas: como suas guerras, suas
revoluções e suas invasões. Mas, há algo mais por trás de tudo isto?
O
passado
Muitos
acreditam que certos eventos “bisagra” de nossa história foram engenharizados
como “falsas bandeiras”: o afundamento do encouraçado norteamericano “USS Maine”
na baia de La Habana em 1898 que levou à guerra com Espanha e deu nascimento ao
Império Norteamericano; o previsível afundamento do vapor de passageiros
“Lusitânia” em 1917 que transportava apetrechos de Guerra aos britânicos e
arrastrou os EUA à primeira guerra mundial; o incêndio do Reichstag em Berlim
em 1933 que permitiu anular a oposição política; o ataque japonês à base naval
de Pearl Harbor em 1941 que deu ao presidente Franklin Roosevelt a desculpa
perfeita para fazer a guerra à Alemanha e ao Japão; o “incidente” do Golfo de
Tonkín que em 1964 permitiu aos EUA escalar a Guerra do Vietnã.
Muitos
historiadores acreditam que estes episódios foram preparados de propósito para
que servissem de pretextos para a guerra e obter créditos políticos.
Uma
coisa é verdade: todos esses fatos muraram o mundo de uma maneira dramática.
Não que todos os episódios de Bandeira Falsa sempre saiam bem, pois alguns
fracassaram. Por exemplo, em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias entre Israel e
seus vizinhos árabes, caça-bombardeios israelenses camuflados atacaram o buque
norteamericano “USS Liberty” que navegava as águas do Mediterrâneo tratando de
afundá-lo para poder culpar a Gamal Nasser do Egito e assim arrastrar os EUA
nessa guerra do lado israelense. Mas o “USS Liberty” não pôde ser afundado
apesar de que os ataques mataram 34 marineros.
E
é claro, a “Mãe de todas as Falsas Bandeiras” talvez sejam os ataques de 11 de
setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas e o Pentágono. Treze anos depois
milhões de pessoas vão tomando consciência de que existem perguntas impossíveis
de responder, entre elas a mais grave: Por que a Torre Nº. 7, um arranha-céu de
47 andares que não foi impactado por nenhuma aeronave, colapsasse de forma
perfeitamente vertical na velocidade de queda livre?
Presente
Nenhum
dos multimeios ou governos ocidentais admitirão jamais que os ataques de Falsa
Bandeira existem.
Entretanto
– igual que as proverbiais bruxas nas que ninguém acredita – que existem,
existem! De que se trata então? Temos que considerar os “cenários de bandeiras
falsas” como uma maneira de compreender alguns assuntos mundiies de alta
complexidade? Podem nos ajudar a identificar melhor certos “truques sujos” que
nos jogam os máximos níveis decisórios do poder mundial?
Perguntas
fundamentais:
1.
Por que e para quê: Cada vez que observamos eventos cuidadosamente planejados
de muito alto perfil e enorme impacto que imediatamente justificam ações de
guerra contra algum “inimigo pré-selecionado” – se trate de algum “estado
transgressor”, ou a “guerra global contra o terrorismo”, ou algum “dia que
ficará na infâmia” – devemos sempre nos fazer duas perguntas chave: (1) quem se
beneficia? e 
(2) sigamos o caminho do dinheiro. Também não precisamos ser
simplistas e acreditar que ataques de bandeira falsa formam parte do
planejamento oficial de nenhum governo.
Talvez
isto tenha sido assim há 70 ou 100 anos, mas hoje não. O desafio é identificar
os operadores mais discretos: planejadores de elites muito efetivos, flexíves,
bem financiados, capacitados e protegidos que se encontram encravados muito
profundamente dentro das estruturas de poder públicas e privadas das nações.
Não só operam desde dentro dos governos, senão também desde empresas
contratistas, bancos de cérebros, multimeios, universidades e serviços de
inteligência locais e estrangeiros, entre outros. Conformam uma nutrida rede
cujas raízes ocultas poderão incluir  grupos abertamente ilegais: máfias,
barões do tráfico de armas e da droga, e grupos terroristas e guerrilheiros. Se
trata, na verdade, de uma rede de complexa engenharização conformada por nível
sobre nível de organizações, protagonistas e elementos legais, semi-legais e
abertamente ilegais.
Como
uma cebola, a medida que se levanta uma casca, aparece outra até que no final
não fica nada. Daí a importância que têm para eles erguer muros de contenção
corretamente encaixados, para que cada ator desempenhe o papel que lhe
corresponde só “sabendo o que necessita saber” para desempenhá-lo.
Às
vezes até “brigam entre si” igual como o fazem os atores de uma obra de teatro:
poderemos ver a um obsesionado príncipe Hamlet “matar” ao rei Cláudio, mas uma
vez terminada a obra ambos atores poderão relaxar e ir juntos a tomar uma
cerveja no bar da esquina.
Pois
só se trata de uma obra em que, “todo o mundo é o cenário e os homens apenas
atores no mesmo. Assim, enquanto que o 11 de setembro, George W. Bush estava
ocupado declarando a “Guerra Global contra o Terrorismo” cheia de ódio e
vingança a Osama Bin Laden e sua quadrilha de mal-feitores, unm dia antes seu
pai George H. W. Bush se reunia com seus sócios Bin Laden no Hotel Four Seasons
de Washington DC participando de uma junta corporativa da The Carlyle Group. Os
negócios sempre serão negócios.
2.
Tecnologia: A medida que a tecnologia progressa, os eventos de bandeira falsa
se tornaram mais e mais sofisticados e complexos, e seu planejamento e execução
chegaram a ser quase perfeitos.
Todo
o mundo experimentou o shock e terror de ver as Torres Gêmeas voar pelos ares
como se se tivessem colocado cargas mini-nucleares e explosivas de demolição
controlada dentro de ambos colossos de aço e concreto que as fizeram colapsar
na velocidade de queda libre, transformando-se em pó de nano-termita! Hollywood
não teria conseguido fazer um thriller de “inferno na torre” de semelhante
dramatismo como os vídeos reais daquele fatídico dia.
Mas
esses vídeos rápidamente se transformaram numa espada de duplo fio ao mostrar
em plena luz do dia muitíssimas inconsistências impossíveis de explicar. Por
que ambas torres colapsaram tão repentina e catastróficamente? Por que se
encontrou um buraco tão pequeno no Pentágono através do qual só um Boeing 757
“liquido” pudesse escorrer? Como diabos fez o dono do World Trade Center, Larry
Silverstein, para conseguir que a Torre Nº. 7 de 47 andares colapsasse em forma
perfeitamente vertical apenas uma hora após que ele mesmo declarasse que havia
decidido “derrubá-la”? Efetivamente, muitas perguntas impossíveis de responder!
Enfim, já passaram aqueles velhos tempos em que não havia nem fotografias nem
filmes de episódios de bandeira falsa, mas apenas as reportagens jornalisticas
dos grandes meios Hearst e o “New York Times”, que eram logo repetidos por todo
o mundo em disciplinado alinnhamento informativo.
Até
a famosa bala mágica que matou o presidente Kennedy só ficou famosa porque a má
(boa) sorte quis que aquele soleado dia de novembro de 1963 em Dallas, o
cidadão Abraham Zapruder se aproximara a Praça Dealy para filmar o seu
presidente com sua câmera Super-8! Mas as imágens de então eram borradas, pouco
claras e granuladas. Hoje o público está muito mais alerta. Faz muito mais
perguntas e busca explicações “alternativas”. Cada vez mais gente duvida que os
senhores que ocupam a Casa Branca, o Pentágono, o Departamento de Estado,
Downing Street, Palais D’Elysée, a CIA, MI6, e Mossad nos estejam dizendo a
verdade.
3.
Consumir antes de há 50 ou 100 anos atrás, um evento de bandeira falsa bem
planejado e executá-lo tinha uma duração políticamente de muitas décadas,
conseguindo se posicionar comodamente nos livros de história por longos anos.
Igual
que uma garrafa de bom vinho, podiam ser guardados nos sótãos da história
durante muitas décadas sem temor de que se fossem perdidos; pelo contrário,
igual que o vinho com o passar do tempo ficavam melhor. Porém, as bandeiras
falsas de nossos tempos – infinitamente mais complexas, ousadas e perigosas –
parecem ter uma “vida útil” cada vez mais curta.

não se parecem a um bom vinho, senão mais como a um yogurte que devemos
consumir rápidamente antes que estrague. Existe certa lógica por trás dos
eventos de bandeira falsa; tanto os velhos como os novos. Aqueles que os realizam
sabem que depois os historiadores e investigadores do futuro provávelmente
acabem descobrindo parte ou toda a verdade por trás deles. Pois nenhuma
operação de altíssimo perfil e trascendência poderá ser falsificada para
sempre.
A
chave do “êxito” para eles está em que esse prazo, no fim, seja realmente
extenso: dentro de 80, 100, 120 anos no futuro, pois então quando seja
descoberta a verdade em tão distante futuro, já não terá consequências
políticas senão que será um mero “dado histórico”; inclusive anedótico. Que
importa hoje se for comprovado que, efetivamente, mergulhadores táticos
norteamericanos explodiram o encouraçado “USS Maine” na baia de La Habana em
1898? A quém lhe pode importar? Acaso Espanha invadirá a Flórida se esta
notícia for divulgada hoje? Que importa se o Império alemão tinha razão, depois
de tudo, em considerar ao “Lusitânia” como um alvo de guerra legítimo em 1917?
A quém vai lhe importar?
Si
a Alemanha perdeu não uma, senão duas guerras mundiais. Mas se hoje fosse
conhecida a verdade oculta por trás dos ataques de 11 de setembro, isso
representaria um disparo ao próprio coração da estrutura de poder que hoje
controla os EUA: aos Neo-Conservadores de Bush por ter permitido, encoberto e
mentido sobre o que realmente ocorreu; a administração Obama por ter olhado
para outro lado, a toda a dirigência política norteamericana e a de seus
aliados daqueles anos: os Tony Blair, José Aznar, Silvio Berlusconi, sheiks
árabes, e todos os que acompanharam e participaram daquela vil canalhada, se
encontrariam em seríssimas dificuldades.
Na
verdade, uma revelação desta natureza faria que a credibilidade dos governos
ocidentais, seus meios de imprensa e entorno acadêmico sofram um colapso
catastrófico a nível mundial.
E
o futuro?
Pode
que o leitor se pergunte para que nos ocupamos deste tema. A resposta é
simples: porque hoje existem muitos indícios de que poderia estar sendo
preparado outro mega-atentado de bandeira falsa nestes precisos momentos. Um
tão horrendo, enorme e inimaginável que permitiria às estruturas de poder
encravadas dentro dos EUA, Reino Unido, União Européia e Israel declarar a
guerra a todos seus inimigos globais ao mesmo tempo e durante muitos anos: o
mundo muçulmano, Rússia, China e seus aliados, junto com todo outro país que
tenha a ousadia de se manter neutro nessa vindoura terceira guerra mundial.
Seria
um mundo em que não haveria lugar para aqueles que pensem que EUA, Reino Unido,
União Européia e Israel não são os “bons” do filme. Como dito por George W.
Bush tão eloquentemente a pouco tempo dos ataques de 2001, “cada país deve
tomar uma decisão: ou estão com nós ou estão contra nós”.
E
quem serão os “culpados” oficiais de semelhante episódio? Pois já está
amplamente pré-anunciado: o “Estado Islâmico” com o apoio do Irã, Síria,
Rússia, apoiados pela China. Bom, você poderá imaginar todo o conto. Esta é a
grande encruzilhada em que hoje se encontra a humanidade: quem gerencia o mundo
exige que todos nós adotemos sua visão do mundo simplista e biário que divide
tudo em “bons e maus”, “branco e preto”, onde eles são sempre os únicos “bons”.
Talvez
hoje estejamos à beira do momento mais trascendente da história humana; que
estejamos ante o Ser ou Não Ser do Homem. Gostemos ou não, talvez em breve
todos devamos enfrentar a essa terrível questão. De forma que é melhor que
nossas ideias sejam ordenadas, olhando bem ao mundo que nos circunda, entendendo
quém é quém, e abrindo bem os olhos e o entendimento.

Hoje
mais do que nunca é tempo de pensar com nosso próprio cérebro e não com o do
inimigo. Medite-o e pense bem o que irá fazer.
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