EUA deslocam caças. Rússia não cede. Vem aí a 3ª Guerra Mundial?

 
Barack Obama faz o que se esperava dele; com a Otan declarando apoio à
Ucrânia, presidente norte-americano desloca 12 jatos de guerra para a
fronteira com a Polônia; com tropas nas ruas, dentro da Crimeia, Vladmir
Putin prossegue cruzada diplomática pelo direito da região à autonomia;
ao levar a sério movimentação das tropas ocidentais, guerra entre as
duas maiores potências militares do mundo estaria sendo armada; você
acredita em uma 3ª Guerra Mundial?
As
pressões sobre o tabuleiro da Ucrânia só aumentam. Enquanto o comando da Otan
declara apoiar o governo do país e a Rússia fixa seu exército dentro da
Crimeia, os Estados Unidos realizam seu primeiro movimento militar. Um
esquadrão com uma dúzia de caças F-16 foi deslocada para a fronteira da Polônia
com a Ucrânia. A clara intenção é mostrar mobilização militar para impedir a
conexão da Crimeia, península autônoma da Ucrânia, à Federação Russa.

Será
preciso, porém, mais do que o deslocamento de F-16 para levar a Rússia a um
recuo. Após dar sua posição ao presidente dos EUA, Barack Obama, em dois longos
telefonemas, Putin procurou a chanceler alemã Ângela Merkel para repetir seus
argumentos de que o plebiscito marcada para o próximo final de semana na
Ucrânia é legítimo. O parlamento do país aprovou por unanimidade a ligação à
Federação Russa.
Os
grandes movimentos militares são acompanhados, até aqui, com relativa calma
dentro da Ucrânia. Vai ficando claro, agora, que pelos menos duas dezenas de
grupos organizados de neonazistas e fascistas estavam entre a massa que levou à
queda do presidente Viktor Yanukovich.
Abaixo,
notícia da Agência Reuters a respeito:
EUA
não reconhecerão anexação da Crimeia, diz autoridade
WASHINGTON
(Reuters) – Os Estados Unidos não vão reconhecer a anexação da Crimeia pela
Rússia se residentes votarem em referendo na próxima semana pela integração da
região ao território russo, afirmou o oficial de segurança nacional dos EUA Tony
Blinken, neste domingo.
Autoridades
da Crimeia convocaram para 16 de março um referendo para confirmar que a
região, que tem maioria formada por russos étnicos, é parte da Rússia. A
votação foi marcada depois da deposição do presidente ucraniano, aliado de
Moscou, no mês passado.
Tony
Blinken, vice-conselheiro de segurança nacional do presidente norte-americano,
Barack Obama, afirmou em entrevista à CNN que a Rússia ficará sob pressão
internacional cada vez maior como consequência do referendo.
“Primeiro,
se houver uma anexação da Crimeia, um referendo que transfira a Crimeia da
Ucrânia para a Rússia, não vamos reconhecê-lo nem a maior parte do mundo vai”,
disse Blinken.
“Segundo,
a pressão que já exercemos em coordenação com nossos parceiros e aliados vai
crescer. O presidente deixou muito claro ao anunciar nossas sanções, assim como
fizeram os europeus outro dia. Isso é o primeiro passo e colocamos em ação um
mecanismo muito flexível para aumentar a pressão, aumentar as sanções”,
afirmou.

Obama
afirma que um referendo na Crimeia viola a lei internacional e a Constituição
da Ucrânia. Na semana passada ele anunciou sanções que incluíram proibição de
viagens e congelamento de ativos de indivíduos tidos como responsáveis pela
intervenção da Rússia na Crimeia. O presidente russo, Vladimir Putin, não
estava entre os indivíduos.

Forças
russas tomaram o controle da península da Crimeia, crucial para Moscou como
porto de águas quentes que abriga sua frota naval no Mar Negro. A ocupação não
foi marcada por confrontos violentos, mas elevou as tensões com o Ocidente para
o maior nível desde a Guerra Fria.
(Por
Bill Trott)
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