Chefe da Interpol diz não ver indícios de terrorismo em voo desaparecido

O
chefe da Interpol disse na terça-feira (11) que avalia que o desaparecimento do
avião da Malaysia Airlines no fim de semana não foi um incidente terrorista.
“Quanto
mais informações obtemos, mais inclinados estamos a concluir que não se trata
de um incidente terrorista”, disse o secretário-geral da Interpol, Ronald
Noble.
Em
relação à presença a bordo do avião de duas pessoas que viajavam com
passaportes europeus falsos, “trata-se de um tráfico de seres
humanos”, acrescentou. “Estamos cada vez mais certos de que estes
indivíduos não são terroristas”, ressaltou.

Segundo
Noble, os dois passageiros que viajavam com passaportes roubados, austríaco e
italiano, são dois iranianos que voaram de Doha a Kuala Lumpur com seus
passaportes iranianos. Eles não utilizaram os passaportes europeus até
embarcarem na Malásia.
O
avião da Malaysia Airlines, um Boeing 777, desapareceu na madrugada de sábado
(hora local) com 239 pessoas a bordo. O voo MH370 fazia a rota Kuala Lumpur a
Pequim, na China.
A
polícia internacional disse não acreditar que outros passaportes suspeitos
foram usados por outros passageiros.
A
Interpol divulgou dois nomes “que figuravam nos passaportes
iranianos” sem a certeza de que correspondam aos dois passageiros. Eles
são Puri Nur Mohamad, de 19 anos, e Delavar Seyed Mohamad Reza, de 30.

Puri
Nur Mohamad foi identificado como Eouria Nour Mohammad Mehrdiad pelas
autoridades da Malásia. A polícia da Malásia ainda não identificou o segundo
passageiro.
“Agora
que conhecemos a identidade destas pessoas, sabemos que abandonaram Kuala
Lumpur para ter um status de refugiado e podemos nos concentrar no grupo
criminoso que lhes permitiu viajar”, disse o chefe da Interpol.
Noble
assegurou que a colaboração com os outros países na investigação é boa, mas disse
que a Ásia deveria utilizar com maior frequência a base de dados criada em 2002
que contém informação de documentação roubada.
“Quatro
de cada dez passageiros em voos internacionais poderiam estar em posse de
passaportes que foram declarados roubados”, disse Noble.
O
funcionário explicou que costumam ser seus proprietários legítimos que, após
denunciarem sua perda, os encontram e voltam a utilizá-los.
Via  http://g1.globo.com/
Please follow and like us:

Você pode gostar também

Deixe uma resposta