BLACK BLOCS VENEZUELANOS são financiados pelo EUA, que visam aplicar golpe de Estado e tomar reservas de petróleo

Com
o país sul-americano atingido por uma nova onda de protestos, o secretário de
Estado dos Estados Unidos, John Kerry, divulga nota afirmando que os americanos
estão “particularmente alarmados” com a situação; Kerry protestou contra a
ordem de prisão que atinge o líder oposicionista Leopoldo López, acusado pelo
presidente Nicolas Maduro de incitar a desordem; vizinho Evo Morales, da
Bolívia, afirma que os Estados Unidos preparam uma tentativa de golpe contra a
Venezuela, que tem as maiores reservas de petróleo do mundo; lá, black blocs
eram também pagos para participar de protestos.

A
Venezuela pode estar a um passo de um novo golpe. E, se há a perspectiva de
golpe, há também uma desconfiança natural em relação à conduta dos Estados
Unidos. Neste fim de semana, o secretário de Estado, John Kerry, divulgou uma
nota sobre a situação do país, que vem sendo atingido por uma onda de protestos
violentos – muitos deles, com presença de black blocs, pagos por grupos
políticos.
“Estamos
particularmente alarmados pelos informes que o governo venezuelano deteve ou
tem detido dezenas de manifestantes opositores e pela emissão de uma ordem de
detenção contra o líder opositor Leopoldo López”, disse Kerry. “As liberdades
de expressão e de reunião pacífica são direitos humanos universais. São
essenciais para que uma democracia funcione, e o governo venezuelano tem a
obrigação de proteger estas liberdades fundamentais, assim como a segurança de
seus cidadãos”, afirmou.
No
mais violento dos protestos, no dia 12 de fevereiro, três pessoas morreram e 60
ficaram feridas. Segundo o site www.aporrea.org, jovens mascarados foram pagos
para atuar nas manifestações – assim como ocorreu nos protestos brasileiros.
Leopoldo
López, alvo da preocupação de John Kerry, vem ganhando espaço na oposição
venezuelana, depois que Henrique Capriles perdeu duas eleições presidenciais –
uma para Hugo Chávez, outra para o atual presidente Nicolas Maduro. Em 2002,
quando houve uma tentativa frustrada de golpe contra Chávez, ele já havia sido
acusado de incitar a tentativa de subversão. Nos protestos recentes, também se
assumiu como “líder radical” nas redes sociais e recebeu uma ordem de prisão do
governo Maduro por incitar a desordem.
De
acordo com a jornalista Eva Gollinger, López, que estudou nos Estados Unidos e
vem de uma das famílias mais ricas da Venezuela, mantinha contatos com a
administração de George W. Bush, na tentativa de golpe de 2002. Neste fim de
semana, no Twitter, Gollinger, que tem mais de 272 mil seguidores, tem alertado
para a nova tentativa de golpe, motivada pelo fato de a Venezuela ter as
maiores reservas de petróleo do mundo. Além disso, ela noticiou que, ontem e
hoje, a Venezuela foi alvo de ciberterrorismo, com 61 páginas de serviços
públicos atingidas por hackers.
Apoio
americano aos black blocs
Quem
também fala abertamente em golpe é o presidente boliviano Evo Morales. Neste
sábado, ele disse com todas as letras que os Estados Unidos estão financiando
alguns grupos de jovens venezuelanos que estão indo às ruas. Mas afirmou que
iniciativa será fracassada. “Na Venezuela, continuarão fracassando as
tentativas de golpes patrocinadas pelos Estados Unidos e pelas oligarquias
locais”.
O
presidente Nicolas Maduro também disse que não pretende recuar. Ele afirmou que
não renunciará “a um só milímetro” do poder que lhe foi dado pelo povo. Fazendo
referência aos protestos realizados por estudantes e opositores nos últimos
dias, acusou a oposição de utilizar como “carne de canhão” um grupo de jovens
aos que “doutrinaram no ódio, na intolerância e na loucura política”.
Fonte: http://www.esmaelmorais.com.br/2014/02/de-olho-no-petroleo-eua-planejam-novo-golpe-na-venezuela/
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