Premiê turco diz que protestos no Brasil são fruto de conspiração internacional

Em
discurso para milhares de simpatizantes em Samsun, cidade na costa do Mar
Negro, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que o Brasil
é alvo das mesmas conspirações que, segundo ele, tentam desestabilizar seu
país.
“O
mesmo jogo está sendo jogado agora no Brasil. Os símbolos são os mesmos, os
cartazes são os mesmos, Twitter e Facebook são os mesmos, a mídia internacional
é a mesma. Eles (os manifestantes) são liderados a partir do mesmo
centro”, disse Erdogan.
“Eles
estão se saindo melhor em alcançar no Brasil o que não puderam alcançar na
Turquia. É o mesmo jogo, a mesma armadilha, o mesmo objetivo”, prosseguiu.

“Quem
ganhou com estas três semanas de protestos? O lobby da taxa de juros, os
inimigos da Turquia”, afirmou Erdogan, de um palco enfeitado com seu
retrato e com um slogan que apelava aos seus apoiadores para “frustrarem o
grande jogo” contra a Turquia.

“Quem
perdeu? A economia da Turquia, mesmo que em pequena escala, e o turismo. Eles
ofuscaram e mancharam a imagem e o poder internacional da Turquia”, disse.
Também
neste sábado, cerca de 10 mil pessoas se reuniram na praça Taksim, em Istambul.
Muitas delas para participar de uma cerimônia para depositar cravos no local em
memória das quatro pessoas que foram mortas nas manifestações.
No
que parece uma reedição dos protestos de semanas anteriores, os agentes
antidistúrbios dispararam bombas de gás para afastar os manifestantes das
principais avenidas e também usaram canhões de água.
Durante
as duas primeiras semanas de junho, este tipo de enfrentamento era frequente no
centro de Istambul, mas após a violenta evacuação do parque Ghazi, no sábado
passado, os protestos passaram a ser mais pacíficos.

As
manifestações, que ocorrem desde 31 de maio, se espalharam por todo o país e
estão voltadas, principalmente, contra Erdogan, que é acusado de autoritarismo
e de querer islamizar a sociedade turca.
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