Farsa dos Médicos Cubanos

Muita
coisa tem sido dita a respeito da ideia de trazer médicos formados em Cuba para
preencher uma suposta falta de médicos no Brasil ou para prover atendimento
médico em locais onde os médicos Brasileiros “não querem trabalhar”.
Infelizmente vem sendo feita uma campanha de desinformação com o objetivo de
fazer a população acreditar que esta é uma “boa ideia”. Portanto, é
importante que as pessoas sejam esclarecidas sobre as reais motivações que
estão por trás desta medida, sendo que, a última preocupação desta proposta é a
preocupação com a saúde dos Brasileiros.
Alguns
Dados da História:


muitos anos alguns vem sendo condicionados a acreditar que a Revolução Cubana
foi um ato heroico promovido por pessoas idealistas como Fidel Castro e Che
Guevara. A partir daí se criou uma mitologia de que o Regime Cubano seria um
exemplo a ser seguido no Brasil. Muitos participantes dos movimentos de
esquerda que foram combatidos pelo regime militar na década de 70 foram
treinados em Cuba. É importante esclarecer que estes movimentos, ditos
Revolucionários, eram anti-democráticos e tinham o objetivo de implantar no
Brasil uma ditadura comunista semelhante à de Fidel Castro em Cuba. Alguns
destes revolucionários são hoje membros do PT e do governo do PT e seus
aliados: José Genoíno, José Dirceu, Dilma Roussef, etc. 
Outros são
sindicalistas aliciados e iludidos pela ideologia comunista, como é o caso de
Luiz Inácio Lula da Silva. Muitos dos intelectuais, inclusive alguns que
participaram de atos revolucionários, que autenticamente se deixaram iludir com
as supostas motivações humanistas destes movimentos já estão afastados do PT:
Marina Silva, Luciana Genro, Hélio Bicudo, Fernando Gabeira. Também escritores,
músicos e outras pessoas ligadas à área cultural se deixaram envolver por algum
tempo ou até por tempo de mais, com José Saramago, que ao saber da notícia de
fuzilamento de presos políticos, em 2007, declarou: “Até aqui
cheguei”.
Cuba
é exemplo para o Brasil?
O
regime cubano é uma das mais sanguinárias e longas (mais de 50 anos) ditaduras
da história. Aqueles que conseguiram fugir do inferno cubano e não precisam
mais temer a represália do regime relatam fatos impressionantes sobre a frieza
de Che. Foram centenas de execuções assinadas em poucos meses, e Che gostava de
assisti-las de sua janela. Em algumas ele pessoalmente puxou o gatilho. Ao que
tudo indica, Che parecia deleitar-se com a carnificina. Até mulheres grávidas
foram executadas no paredão comandado por Che. Nada disso consta nas biografias
escritas por aqueles que utilizam o próprio Fidel Castro como fonte. Algo como
falar de Hitler usando apenas os relatos de Goebbels. A ignorância acerca
destes fatos explica parte da idolatria a Che Guevara.
Os
cidadãos de Cuba não têm o direito de ir e vir. Não têm a opção de viver em
outro lugar. Pessoas que se opõe ao regime ou que tentam deixar o país são
presas e, em passado não muito distante, muitas foram executadas ou morrem de
fome nas prisões. Isto transforma a ilha de Cuba no maior campo de concentração
jamais existente na história. O artigo 215 do Código Penal de Cuba pune
tentativas de saída do território nacional sem a autorização prévia do governo
com até oito anos de prisão. 
Se algum cidadão tenta levar alguma embarcação ou
aeronave para escapar – o que é necessário, já que todas são propriedade do Estado
e estão estritamente controladas – a pena é elevada a vinte anos de cadeia ou à
morte. Ao longo de décadas, milhares de cubanos têm sido aprisionados, em
condições horríveis, devido a esses assim chamados “crimes”. Ainda hoje,
conhecem-se vários presos políticos que cumprem longas sentenças por tentarem
escapar de sua pátria.A população Cubana vive em condição de miserabilidade e
depressão, embora não lhe falte o mínimo para sobreviver, garantido pelo
governo, enquanto os irmãos Castro e a elite do governo vive em condições de
primeiro mundo.
Existem
hospitais diferenciados para o povo e a elite. Existe comércio livre em Cuba,
mas é voltado apenas para os turistas e os membros do “partido único”
(suprema ironia dos regimes comunistas totalitários, pois, “partido”
quer dizer justamente “parte” e não “todo”), pois nestes
estabelecimentos só é possível comprar com dólares. Em resumo, o que existe em
Cuba é um Capitalismo de Estado, no qual os membros do governo são os únicos a
possuir privilégios que são vedados à população.Cuba não é um paraíso
socialista. Quem vai à Cuba a turismo pode presenciar o verdadeiro apartheid
turístico que sofre a população cubana, que é proibida de frequentar praias
turísticas, de entrar em hotéis, restaurantes e até mesmo em cidades inteiras,
como ocorre em Varadero e Cayo Coco. Some-se à isso que muitos serviços estão
reservados apenas aos estrangeiros, como o acesso à internet e a possibilidade
de comprar certos medicamentos e ter tratamentos específicos nas clínicas
internacionais.
Enquanto
isto a elite política cubana vive em condições de vida semelhante às classes
mais privilegiadas dos países capitalistas. Fidel e sua família vivem
nababescamente. A fortuna pessoal de Fidel Castro é calculada em 900 milhões de
dólares, o que supera a de muitas realezas da Europa. 
Fidel possui inúmeras e
enormes propriedade em Cuba, a principal fica no chamado “marco
zero”, um complexo de 45 residências, onde seus filhos e netos são obrigados
a viver, sendo proibidos de morar em outro lugar em Cuba e de sair de Cuba, não
conhecem o resto do mundo, justamente para não terem a tentação de querer
deixar Cuba. Lula conhece muito bem como vive Fidel, pois o tem visitado
inúmeras vezes e, muito provavelmente, tem as mesmas aspirações para si mesmo e
seus partidários. Como é possível que depois de 54 anos de opressão, tirania,
abusos, torturas e excessos contra um povo indefeso, existam líderes eleitos
democraticamente que estejam dispostos a trair seu povo e a querer copiar tal
sistema abjeto?
                                                   
Os
Médicos Cubanos
A
principal faculdade de medicina de Cuba fica na ELAM, Escolas de Las Américas,
que forma os médicos destinados a atender a elite cubana. Mas não são aí que
são formados os chamados “médicos internacionalistas” que são
formados aos milhares por “cursos de formação acelerada”. Do
contrário, como seria possível Cuba exportar médicos aos milhares?. A população
de Cuba é semelhante à do Rio Grande do Sul. As cerca de dez faculdades de
medicina do RS formam em torno de mil médicos por ano. A formação destes
“médicos internacionalistas” cubanos equivale à de um enfermeiro no
resto do mundo. Quem afirma isto é o Ministro da Saúde o Paraguai. Equivalem
aos chamados “médicos de pé-no-chão”, formados na África para atuar
em situações de pobreza extrema. São preparados para dar assistência primária:
fazer curativos, aplicar injeções, realizar pequenas cirurgias, tratar doenças
básicas como gripes e resfriados, ferimentos, etc. 
Como forma de propaganda do
regime, Cuba tem oferecido bolsas de estudo para os países favoráveis ao regime
(Venezuela, Brasil, Bolívia), com um detalhe, estas bolsas só podem ser
concedidas a membros dos partidos políticos dos governos que apoiam Cuba. Em
função disto, em 2006 o PT abriu seleção para candidatos a estas bolsas para
estudar medicina em Cuba exclusivamente para membros do PT e seus familiares ou
amigos. Não foi um concurso aberto. Os beneficiados com estas bolsas, filhos de
deputados, vereadores, senadores petistas e outros filiados, se formaram em
2012 e querem voltar para o Brasil, mas não conseguem ser aprova dos no exame
Revalida. A solução foi criar a farsa da importação de médicos cubanos com a
desculpa de suprir postos de trabalho que os médicos brasileiros não querem
ocupar. Para isto seria necessária a licença automática para estes médicos
atuarem no Brasil sem prova revalidação de diploma. Obviamente estes postos não
serão ocupados pelos filhos do PT, mas pelos internacionalistas, os filhos do
PT certamente serão alocados em excelentes empregos dentro do próprio governo.
                                      
 Cirúrgico de Havana
Os
pré-requisitos definidos por Cuba (os dois primeiros) e pelo PT (os dois
últimos) para participar da pré-seleção são:

ter no máximo 25 anos no momento de iniciar o processo seletivo;

ter concluído o ensino médio (ou equivalente), com obrigatoriedade das matérias
de Biologia, Física e Química em todos os anos;

ter estudado todo o período escolar em escola pública;

ter no mínimo 2 (dois) anos de filiação partidária e apresentar carta de
recomendação de instância partidária, ou seja, setorial, diretório ou comissão
executiva de âmbito municipal, estadual ou nacional. Esclarecemos que não se
trata de recomendação de um membro da instância, mas sim recomendação aprovada
em reunião da instância partidária.
Para
que Cuba “ceda” estes médicos os governos dos países simpatizantes ao
regime precisam pagar uma certa quantia ao regime de Fidel, ou seja, é uma
forma de financiar a elite do regime ditatorial de Cuba, que não tem outras
formas de obter recursos em dólar. 
Em resumo, os “médicos
internacionalistas” cubanos são uma espécie de mão de obra escrava cedida
na forma de mercadoria. Após dois anos de prestação de serviços em outros
países devem voltar a Cuba. Para garantir isto, suas famílias são mantidas em
Cuba como reféns. Para todo cidadão de Cuba qualquer oportunidade para sair da
ilha presídio é uma chance de ouro. Qualquer remuneração ou estilo de vida é
melhor do que podem levar em Cuba. O salário de um médico em Cuba é equivalente
a 20,00 dólares, pouco mais do que 40,00 reais. O mundo inteiro sabe que Cuba
exporta escravos para trabalhar em outros países. O esquema é simples. 
O
profissional recebe um salário de fome no país onde trabalha, enquanto o
governo paga a diferença diretamente aos Castro. É o que acontece na Venezuela.
É o que vai acontecer no Brasil, se importarmos médicos cubanos. Cuba não faz
caridade. Cuba é o mais capitalista dos países na hora de usar seres humanos
como escravos para suprir os seus problemas de caixa. 
O governo cubano cobra U$
11,4 mil por mês por médico cedido ao governo chavista. No entanto, estes
médicos recebem apenas U$ 230 mensais na Venezuela, mais uma ajuda de U$ 46
dólares para a família, paga diretamente em Cuba. São 45 mil médicos que geram
uma receita anual para a ditadura dos Castro de cerca de U$ 4,5 bilhões por
ano. Se fosse no Brasil, ao dólar de hoje, cada médico cubano custaria R$ 23
mil mensais, mas ficaria com o equivalente a um salário mínimo por mês.
O
Revalida
Todo
país que se presa possui uma prova de Revalidação de Diploma para médicos
estrangeiros que queiram atuar no país, no Brasil esta prova se chama Revalida,
que é uma prova de conhecimentos mínimos. Menos de 11% dos médicos cubanos
conseguem ser aprovados nesta prova. Dos 182 médicos formados em Cuba, que fizeram
o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos em 2012, apenas 20 (10,98%)
foram aprovados. São o pior grupo. Dos 26 não cubanos de língua espanhola,
foram aprovados cinco (19,15%); Dos oito portugueses foram aprovados três
(37%).
Faltam
Médicos no Brasil?
Não.
O Brasil não precisa importar médicos. Existem hoje no Brasil cerca de 350.000
médicos (1 medico para cada 543 habitantes). 
Numero até por demais, suficiente, ou melhor, excedente segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS) que aconselha 1(um) profissional da medicina
para cada 1000 (mil) habitantes. E atualmente o Brasil forma 16,5 mil médicos
por ano em 183 escolas, destas 79 publicas (48 federais, 24 estaduais e 7
municipais) e 104 privadas.O que nos falta é infraestrutura básica: ambulatórios,
hospitais, profissionais paramédicos, equipamentos, medicamentos e material
básico, falta desde gaze, esparadrapo, seringas, antissépticos,
esfigmomanômetros (para medir a pressão), estetoscópios, até aparelhos de
raio-X e laboratórios de análises clínicas, mesmo para realizar um simples
hemograma. 
Ou seja, mesmo que muito bem pago, um médico sozinho em certas
regiões do Brasil sem investimentos básicos de saúde não pode fazer
praticamente nada, nem sequer curativos ou aplicar injeções e curativos. 
E
porque não em vez de aumentar o numero de diplomados anualmente, aproveitar
esse grande contingente que está 
anualmente se graduando e os colegas que já estão ai trabalhando, a
maioria atendendo precariamente no Programa de Saúde Familiar (PSF) criado pelo
Ministério da Saúde em 1994?  São 14.770
postos inseridos no PSF com muita “fartura”, porque em muitos deles “fartam”
médicos, enfermeiros, auxiliar de enfermagem, agentes de saúde, equipamentos
básicos, materiais para curativo, remédios etc.
Depoimento
de um Médico Brasileiro formado em Cuba com diploma revalidado regularmente:
“Sou
médico brasileiro formado em Cuba, revalidei meu diploma como manda a lei.
Trabalhei durante alguns anos em pequenas cidades do nordeste brasileiro, agora
vivo e trabalho em São Paulo. É impossível exercer a medicina no interior do
país sem revoltar-se com as condições de trabalho, hospitais sucateados, postos
de saúde precários, falta de exames, sem contar com a instabilidade de emprego,
se mudar o prefeito pode pegar sua mala e procurar outra cidade pra morar.
Ficar de cara com a corrupção nestes lugares é degradante, prefiro ganhar menos
e trabalhar com dignidade em grandes centros. O povo e leigos no assunto acham
que um médico fará muita diferença nestes casos. 
A vinda de médicos
estrangeiros deve acontecer dentro da lei, com diplomas revalidados, de
qualquer nacionalidade, porém nenhum medico enfrentará essa árdua tarefa para
se submeter a penúria que é trabalhar no interior. A verdade é que o principal
interesse deste assunto aos prefeitos e ao governo federal é puramente
eleitoreiro, dar um falso ar de melhoria a saúde sucateada e jogada ao lixo –
grande pedra no sapato do governo Dilma.”
Manipulação
de Estatísticas:
A
“impressionante” mortalidade infantil cubana é mantida
artificialmente baixa pelas trapaças estatísticas do Partido Comunista e por
uma taxa de aborto verdadeiramente pavorosa: 0,71 abortos para cada feto
nascido vivo.  Essa é, de longe, a taxa
mais alta do hemisfério.  Em Cuba,
qualquer gestação que sequer insinue alguma complicação é
“terminada”.
Também
digno de nota, de acordo com a Associação dos Médicos e Cirurgiões Americanos,
a taxa de mortalidade das crianças cubanas com idade entre um e quatro anos é
34% maior do que a dos EUA (11,8 versus 8,8 por 1.000).  Mas estes números – por uma questão de
critério – não figuram nas notórias “taxas de mortalidade infantil”
da ONU e da Organização Mundial de Saúde. 
Portanto, não há pressão sobre os médicos cubanos para que eles
falsifiquem esses números – por enquanto.

Em
abril de 2001, o Dr. Juan Felipe García, de Jacksonville, Flórida, entrevistou
vários médicos que haviam desertado recentemente de Cuba.  Baseado no que ouviu, ele declarou o
seguinte: “Os números oficiais da mortalidade infantil de Cuba são uma
farsa.  Os pediatras cubanos
constantemente falsificam os números a pedido do regime.  Se um bebê morre durante seu primeiro ano de
vida, os médicos declaram que ele era mais velho.  Caso contrário, tal lapso pode custar-lhe
severas punições, além do seu emprego.”
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