Terremoto deixa ao menos 102 mortos na região central da China

Pelo
menos 102 pessoas morreram e mais de três mil ficaram feridas após o terremoto
de 7 graus na escala Richter que sacudiu neste sábado a província central
chinesa de Sichuan, a mesma na qual um sismo de 8 graus de magnitude causou 90
mil mortos há quase cinco anos.
O
terremoto, situado a 13 quilômetros de profundidade, aconteceu às 8h02 (21h02
de Brasília) e abalou a comarca de Lushan, na área municipal de Yaan, situada
no centro da província, segundo dados do Centro de Redes Sismológicas da China.
Mais
de seis mil soldados do Exército de Libertação Popular e aeronaves da Força
Aérea foram enviados à região afetada para participar dos trabalhos de resgate
e auxílio às vítimas, informou a divisão militar de Chengdu, a capital de
Sichuan.

Também
foram destinadas à zona equipes da Polícia provistas de máquinas próprias para
a busca de vítimas entre os escombros, e pelo menos 47 pessoas já foram
resgatadas por bombeiros nas primeiras horas após o terremoto.
Na
zona afetada, onde no momento não há luz nem água corrente, muitos edifícios
desabaram, entre eles vários nas localidades de Lushan e Longmen.
Muitas
estradas estão interrompidas após desmoronamentos, o que também dificulta os
trabalhos de resgate.
O
forte tremor pôde ser sentido claramente em Chengdu, situada a 140 quilômetros
de Yaan, assim como em outras províncias do oeste do país, em um raio de
milhares de quilômetros.
Um
morador de Chengdu relatou à “Xinhua” que em seu apartamento, situado
no 13º andar, pôde sentir o prédio tremendo durante 20 segundos, enquanto via
telhas caindo de edifícios próximos.
A
televisão estatal “CFTV” transmitiu as primeiras imagens da zona
afetada, na qual a maioria dos habitantes saiu de suas casas e permanece na rua
por temer réplicas.
Câmeras
de segurança nas ruas de Yaan, a capital da comarca (com 1,5 milhão de
habitantes), mostraram pessoas correndo assustadas pelas ruas, enquanto os
pacientes de um hospital eram evacuados.
Após
o forte tremor inicial, 264 réplicas foram registradas na região, a pior delas
com intensidade de 5,4 graus.
O
presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, pediram às
autoridades e equipes de salvamento que maximizem os esforços de atendimento às
vítimas.
O
oeste da China é uma área de frequente atividade sismológica, por ficar na zona
de atrito das placas indiana e asiática. Nas últimas semanas vários tremores de
menor intensidade na também ocidental província de Yunnan causaram dezenas de
feridos.
Em
12 de maio de 2008, um terremoto de 8 graus com epicentro em Weichuan, no norte
de Sichuan, deixou 90 mil mortos e 375 mil feridos.

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