Coreia do Norte diz que “momento da explosão” se aproxima

Depois
de os Estados Unidos anunciarem a ampliação de sua defesa antimísseis no
Pacífico, a Coreia do Norte voltou a mostrar os dentes. Dando continuidade à
guerra de palavras, a ditadura asiática mencionou um possível ataque com
eventual uso de armas nucleares.
“O
momento da explos3ão está se aproximando de forma rápida”, disse um porta-voz do
Exército em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias KCNA. O
comunicado adverte que não é possível saber se uma guerra na península coreana
pode começar “hoje ou amanhã”. “A responsabilidade por essa grave
situação é inteiramente dos Estados Unidos e de militares belicistas interessados
em usurpar a soberania da Coreia do Norte”.

“Informamos
formalmente à Casa Branca e ao Pentágono que a política hostil dos Estados
Unidos em relação à Coreia do Norte e sua imprudente ameaça nuclear serão
esmagadas pela firme vontade das tropas e o povo por meio de ferramentas
nucleares de vanguarda mais leves e diversificadas”, acrescenta o
comunicado.
As
novas ameaças foram divulgadas já na manhã de quinta-feira na Coreia do Norte,
depois de o Pentágono ter anunciado o envio de novas defesas antimísseis para a
ilha americana de Guam, no Oceano Pacífico. No final de março, a Coreia do
Norte anunciou ter ordenado que seus mísseis e peças de artilharia fossem
colocados em “posição de combate” para atacar a qualquer momento alvos
americanos no Havaí, em Guam e até na área continental dos Estados Unidos.

Os
americanos informaram que os norte-coreanos não conseguiriam atingir os Estados
Unidos com suas bombas. O motivo de preocupação se encontra na possibilidade de
Kim Jong-un e seus generais causarem danos à Coreia do Sul e talvez ao Japão. O
governo americano afirmou que vai se proteger e proteger seus aliados na Ásia.

O
secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, alertou para um perigo “real e
claro” por parte da Coreia do Norte. “Algumas ações das últimas semanas
apresentam um perigo real e claro”, afirmou Hagel nesta quarta, em um evento em
Washington.

“Estamos
fazendo tudo que podemos, trabalhando com os chineses e outros para acalmar a
situação na península”, acrescentou o chefe do Pentágono. Guam está a mais de
3.000 km de distância de Coreia do Norte, o que a inclui no raio de alcance dos
mísseis de Pyongyang. A ilha abriga uma das mais importantes bases militares
dos Estados Unidos no Pacífico.

Ainda
nesta quarta, a Coreia do Norte impediu que os operários sul-coreanos do
complexo industrial de Kaesong, que simboliza a única iniciativa de cooperação
entre os dois países, cruzassem a fronteira para trabalhar. Em reposta, o
ministro de Defesa da Coreia do Sul, Kim Kwan-jin, afirmou que o governo do
país está preparado para uma ação militar caso a segurança dos mais de 800
sul-coreanos que estão no complexo industrial seja colocada em risco.
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