ATENTADO TERROSITA: Maratona de Boston mata 2; alerta contra terror é acionado

Um
atentado com ao menos duas bombas caseiras matou duas pessoas e feriu, segundo
o jornal local Boston Globe, outras 115 – seis delas em estado grave – nesta
segunda-feira, 15, durante a Maratona de Boston, uma das mais tradicionais do
mundo. A autoria das explosões, que espalharam pânico pela cidade, ainda não
foi identificada e ninguém foi preso. A polícia desarmou outros dois explosivos
caseiros e investiga um incêndio na biblioteca JFK.
O
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou investigar o episódio e
disse que é cedo para inferir quem são os responsáveis pelo ataque, mas
prometeu encontrá-los e levá-los à Justiça. “Ainda não sabemos quem fez
isso e as pessoas não devem tomar conclusões precipitadas. Encontraremos os
responsáveis”, disse Obama. “Iremos até o final. Descobriremos quem
fez isso e o porquê. Faremos os responsáveis pagar por isso.”

As
bombas foram detonadas a poucos metros da linha de chegada da Maratona de
Boston, pouco antes das 16h (horário de Brasília), cerca de três horas depois
de os vencedores da corrida terem terminado o percurso. Segundo a polícia
local, os dois explosivos foram colocados na rua Boylston e detonados com um
intervalo de 15 segundos entre eles.
Segundo
a polícia, outros dois dispositivos foram encontrados e desarmados por meio de
explosões controladas. O comissário da polícia de Boston Ed Davis, disse que
“artefatos poderosos” causaram as duas explosões.
Um
incêndio na biblioteca JFK, que reúne o acervo do presidente John Kennedy,
ocorrido uma hora depois das explosões, é investigado, mas, segundo o
comissário, não deve ter ligação com o ataque. Na instituição, ninguém se
feriu.

O
hotel que funcionava como sede da maratona foi fechado após as explosões serem
ouvidas e ninguém pode entrar ou sair do local. A Agência de Aviação Civil dos
EUA (FAA, na sigla em inglês) fechou o espaço aéreo sobre parte de Boston e os
sinais de telefones celulares foram bloqueados para evitar uma detonação por
controle remoto.

A
zona de exclusão aérea tinha um raio de 5,6 km em torno da rua Boylston e uma
altura de 914 metros – bem abaixo da altitude de um avião comercial normal. As
operações do Aeroporto de Boston não foram afetadas. A secretária de Segurança
Interna, Janet Napolitano prometeu oferecer “toda assistência necessária” à
cidade.
Pânico
Cerca
de 27 mil corredores, profissionais e amadores, participaram da corrida. O
canadense Mike Mitchell, um dos participantes da maratona, disse ter visto uma
“grande explosão”. “Todo mundo entrou em pânico”, disse. Espectadores
ensanguentados foram levados para tendas de atendimento médico próximas
montadas para atender os corredores fatigados pela maratona. Havia pessoas
mutiladas, com fraturas expostas e perdendo muito sangue após as explosões.
O
corredor Roupen Bastajian foi um dos primeiros corredores a chegar ao local da
explosão. “Vi todas aquelas pessoas no chão. Tentamos fazer torniquetes para
impedir os sangramentos. Muitas pessoas foram amputadas”, contou ele à
Associated Press. “Cerca de 25 ou 30 pessoas tinham perdido a perna, ou sido
amputadas do tornozelo para baixo.”
A
Maratona de Boston é realizada anualmente desde 1897 e reúne cerca de 500 mil
espectadores todos os anos. Segundo a organização, não houve nenhuma ameaça. O
ataque ocorreu no feriado do Dia do Patriota, nos Estados Unidos. / AP, REUTERS
e NYT
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