Coreia do Norte corta ‘telefone vermelho’ militar com Coreia do Sul. Guerra pode começar a qualquer momento

O
exército da Coreia do Norte suspendeu seu “telefone vermelho militar”
com a Coreia do Sul, de forma que todas as comunicações diretas entre os exércitos
dos dois países ficarão cortadas, informou nesta quarta-feira (27) uma agência
de notícias oficial.
“A
partir de agora, as comunicações militares Norte-Sul ficarão cortadas”,
disse um militar citado pela agência Korean Central News Agency.
“Em
uma situação na qual uma guerra pode explodir a qualquer momento, não é
necessário manter” as comunicações, acrescentou.

A
linha ficará suspensa “enquanto durarem as ações hostis e anacrônicas do
sul”, segundo a fonte.
Em
meados de março, a Coreia do Norte já havia suspendido o “telefone
vermelho” entre os governos de Pyongyang e Seul.
Esta
linha de urgência, instalada em 1971, foi suspensa pelo Norte em cinco
ocasiões.
O
movimento é o mais recente em uma série de ameaças belicosas da Coreia do Norte
em resposta a novas sanções da ONU, impostas após um terceiro teste nuclear
realizado em fevereiro, e de exercícios militares “hostis” entre os
EUA e a Coreia do Sul.
Na
véspera, o governo de Pyongyang anunciou que seu poderio bélico estava apontado
para alvos americanos.
O
Pentágono criticou a atitude e afirmou que os EUA estão prontos para reagir a
qualquer situação.
O
Norte já tinha parado de responder às chamadas em uma linha direta com o
Exército norte-americano, que supervisiona a fortemente armada Zona
Desmilitarizada (DMZ), e a linha da Cruz Vermelha, que era utilizada por
governos de ambos os lados.
“Na
situação em que uma guerra pode estourar a qualquer momento, não há nenhuma
necessidade de manter comunicações militares entre o norte e o sul, que foram
estabelecidas entre as Forças Armadas de ambos os lados”, afirmou o
porta-voz militar.
“Não
existe nenhum canal de diálogo e meios de comunicação entre a República Popular
da Coreia do Norte e os EUA e entre o norte e o sul.”
As
Coreias do Norte e Sul ainda estão tecnicamente em guerra, após o conflito
civil entre 1950 e 1953 ter sido encerrado com um armistício, e não com um
tratado.
Recentemente,
a Coreia do Norte afirmou que suspendeu a validade do armistício
unilateralmente.
O
“canal de diálogo” é usado diariamente para registrar sul-coreanos
que trabalham no projeto industrial Kaesong, onde 123 empresas sul-coreanas
empregam mais de 50 mil norte-coreanos para produzir bens domésticos.
É
o último projeto conjunto que resta em operação entre as Coreias, após o Sul
ter cortado a maior parte da ajuda e do comércio em resposta à morte a tiros de
um turista sul-coreano e o naufrágio de uma embarcação naval sul-coreano, que
foram considerados de responsabilidade da Coreia do Norte.
‘Assunto
importante’
A
KCNA também afirmou que o comitê central do Burô político do partido comunista
realizará uma reunião plenária antes do fim de março para “discutir e
decidir sobre um assunto importante para o avanço vitorioso da Revolução
Coreana”.
Esta
reunião também marcará “uma guinada crucial” para o cumprimento da
“Juche”, a ideologia norte-coreana que se baseia principalmente na
autossuficiência econômica.
“A
cada vez, a Coreia do Norte aumenta mais e mais a barreira da retórica, mas a
comunidade internacional não reage como o esperado”, opinou Cho Han-Bum,
um analista do Instituto Coreano para a Unificação Nacional.
Segundo
este especialista, a próxima reunião do Burô político busca manter a pressão
através de gestos simbólicos.
Via:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/03/coreia-do-norte-corta-telefone-vermelho-militar-com-coreia-do-sul.html
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