Coreia do Norte diz que apenas sua ‘paciência’ evita uma guerra nuclear

A
Coreia do Norte afirmou na segunda-feira (01/10) na ONU que só sua “paciência”
e sua “dissuasão” puderam evitar até agora uma guerra nuclear com os
Estados Unidos, mas advertiu que essa situação tem “limites”.
O
vice-ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Park Kil Yon, denunciou no
último dia de debates da 67ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas o que
chamou de “guerra de agressão” liderada pelos EUA contra seu país.


“a paciência e a dissuasão defensiva militar” (em uma aparente
referência às armas nucleares norte-coreanas) preveniram “que as contínuas
provocações militares dos EUA se transformassem em uma guerra termonuclear
total na península coreana”, afirmou.
Mesmo
assim, “a paciência da Coreia do Norte não significa que não tenha
limites”, advertiu o representante do regime de Pyongyang em seu discurso.
Park
ressaltou que seu país “está decidido” a confrontar “a guerra de
agressão com uma justa guerra de reunificação do país”.
Também
declarou que “nossa dissuasão é uma arma poderosa que defende a soberania
do país”, que por sua vez permite “concentrar esforços na construção
econômica e nos melhorados níveis de vida do povo” norte-coreano.
Park
insistiu que nenhum problema relacionado com a questão nuclear na península
coreana pode ser solucionado “sem a eliminação da política de hostilidade
dos EUA” contra seu país.
Os
EUA querem “ocupar toda a península coreana como plataforma para tornar
realidade sua estratégia de dominar toda a Ásia”, concluiu o
vice-ministro.
O
Irã também é uma preocupação para o governo norte-americano. O país vem
realizando testes nucleares e sendo criticado pelos EUA. Um dos testes foi de
longo alcance, capaz de atingir a costa oeste dos EUA.
Os
EUA são a única nação que já usaram armas nucleares em guerra e contra
populações civis, tendo lançado duas bombas nas cidades japonesas Hiroshima e
Nagasaki, em 1945. 
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