Atirador diz que estava ‘chipado’ e que era perseguido por seres com chifres; fundadores da maçonaria faziam parte da conspiração

 O
administrador de empresas Fernando Buffolo se afastou do trabalho e dos amigos
em julho e, desde agosto, vivia com a psicóloga na casa da Rua Castro Alves. A
dificuldade da família em manter contato com ele e suas conversas desconexas ao
telefone levaram a mãe a pedir, há 15 dias, a interdição do filho – que foi
concedida pela Justiça em um processo que corre em sigilo.

Nas
ligações, o administrador dizia que ele e a amiga estavam “chipados”
e seriam perseguidos por seres com chifres. Nessas conversas, também davam nomes
de pessoas que, posteriormente, a família descobriu serem fundadores da
maçonaria. “Não tinham sentido nenhum, eram conversas desconexas”,
disse o advogado José Cociolito.

Em
uma das vezes em que tentou conversar com o filho, a mãe do rapaz foi recebida
com bombas de festa de junina pela psicóloga. Segundo a família, ele e a mulher
não mantinham um relacionamento amoroso.

Desde
28 de setembro, a família perdeu contato com o rapaz. “Ele dizia no
últimos tempos que dos 33 anos não passaria”, ressaltou Cociolito. A
tensão aumentou. “Chegou o momento em que ele ficou enclausurado na casa
de uma pessoa que ninguém conhecia”, completou.

Anteriormente,
morava sozinho em um apartamento custeado pela família. O sobrado onde o
administrador vivia com a psicóloga – que nunca teria tratado clinicamente dele
– é simples, mas apresentava quatro câmeras de vigilância. Segundo pessoas
próximas, os dois tinham o costume de apontar lanternas para a rua à noite.
Fonte: Estadao
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