ALERTA NOS EUA: FURACÃO SANDY PEDE EVACUAÇÃO EM MASSA EM NOVA YORK

A
costa leste americana, região mais populosa dos Estados Unidos, onde estão
cidades como Nova York, Washington e Filadélfia, se prepara para enchentes e
fortes ventos com a chegada nesta segunda-feira, 29, do furacão Sandy, uma
semana antes das eleições presidenciais.
Ao
todo, cerca de 60 milhões de pessoas vivem nas áreas que serão atingidas pelos
ventos de até 100 km/h do Sandy, classificado como categoria 1, o mais ameno.
Ainda assim, existe uma preocupação maior porque o furacão ocorrerá simultaneamente
com uma frente fria vinda do Canadá e tempestades do oeste dos Estados Unidos,
elevando o risco de estragos e de maior precipitação, atingindo até dois
metros.

Todo
o transporte público de Nova York foi fechado na noite de ontem e deve ser
reaberto, se a situação permitir, apenas amanhã ou na quarta feira, por
determinação do governo do Estado e da prefeitura da cidade. Um dos maiores
temores é que o metrô seja alagado. A circulação de carros nas pontes que ligam
as diferentes regiões da cidade, como Manhattan, Brooklyn e Queens, pode ser
interrompida, com cada caso sendo analisado separadamente.
O
objetivo de suspender o funcionamento do transporte público em Nova York cerca
de 24 horas antes da chegada do furacão é impedir que as pessoas fiquem indo de
um lugar para o outro e permaneçam ao redor de suas casas.
Companhias
aéreas, ao redor da costa Leste dos EUA, cancelaram milhares de voos na
segunda-feira. Ontem, porém, os aeroportos funcionavam normalmente. Ainda não
há definição sobre como será na terça-feira e tudo dependerá do efeito do
furacão. Um dos problemas seria, nesta segunda, mesmo antes do furacão, chegar
ao aeroporto sem transporte público, embora táxis possam circular.
O
prefeito Michael Bloomberg também ordenou a evacuação de uma série de áreas de
Nova York. Entre as regiões atingidas, estão sofisticados bairros, como Battery
Park, ao lado do distrito financeiro, e também partes costeiras da cidade tanto
no oceano Atlântico como também ao longo dos rios Hudson e East. Ao todo, meio
milhão de pessoas devem deixar suas casas e, se preferirem, rumar para abrigos
da prefeitura – animais de estimação também podem ser levados.
“Se
vocês não evacuarem, estarão colocando em risco não apenas a sua vida, como
também das pessoas que precisarão resgatá-los. Esta é uma tempestade séria e
perigosa”, afirmou o prefeito em entrevista coletiva. Um dos problemas tem
sido convencer a população dos riscos. Em agosto do ano passado, medidas
similares foram tomadas com a aproximação da tempestade tropical Irene e
praticamente nada aconteceu na cidade, apesar de fortes estragos terem sido
causados nos Estados vizinhos.
As
aulas nas escolas públicas de Nova York foram suspensas, por decisão de
Bloomberg. Nas instituições particulares, o mesmo procedimento deveria ser
aprovado. Restaurantes e muitos escritórios não devem abrir. Segundo o Wall
Street Journal, a Bolsa de Valores funcionará e os bancos montaram operações de
contingência para o furacão.
No
domingo, moradores da cidade lotavam os supermercados e farmácias. Em alguns
deles, não havia mais água para comprar. A recomendação também era para comprar
alimentos não perecíveis, rádio e lanternas. O uso de elevador, em uma cidade
onde alguns prédios residenciais têm mais de 50 andares, deveria ser evitado a
partir de segunda-feira. Um dos problemas em Nova York e Nova Jersey, como no
episódio do Irene, são os surfistas que querem aproveitar altas ondas, de até 3
metros. O risco é que haja necessidade de deslocamento dos bombeiros para
salvamentos.
Fonte: Estadao
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