8 sinais de que estamos à beira do apocalipse econômico, segundo Raoul Pal

Não faltam visões
pessimistas sobre os rumos da crise econômica, mas o ex-gestor de fundos hedge
na GLG Partners e na Goldman Sachs e fundador do Global Macro Investor, Raoul
Pal caprichou nas previsões tenebrosas.
Em uma
apresentação compartilhada na internet, Pal prevê o colapso do sistema bancário
mundial, com os governos das principais economias quebrando e o sistema
financeiro passando por uma reorganização completa.

Quando isso vai
acontecer? Para ele, entre 2012 e 2013. “Temos cerca de seis meses de
negociação nos mercados ocidentais para fazer dinheiro suficiente para
compensar as perdas futuras”, alerta Pal.
Na visão do
analista, após o efeito dominó, que não pouparia Europa, Estados Unidos
e China, o mercado de títulos morreria e só sobraria o ouro e o dólar.
“O colapso
bancário e os calotes em massa trariam o maior choque econômico que o mundo já
viveu”, diz Pal. “Gostaria de ver outro cenário com igual probabilidade, mas
não consigo… Tudo que podemos esperar é que eu esteja errado, mas, de
qualquer forma, um sistema completamente novo vai surgir e vai abrir uma série
de oportunidades”, destaca o analista, em sua apresentação.
Veja, a seguir,
trechos dos slides em que Pal explica por que, em sua visão, o fim está
próximo:
  • O mundo
    não tem um motor de crescimento, com todas as economias do G20 entrando em
    “velocidade de estol” (velocidade abaixo da qual um avião não se sustenta
    mais no ar e começa a cair) ao mesmo tempo.
     
  • O mundo
    está prestes a entrar em sua segunda recessão, com uma depressão em
    andamento. Pela primeira vez desde a década de 1930, estamos entrando em
    uma nova recessão antes que os índices de produção industrial, encomendas
    de bens duráveis, emprego e PIB do setor privado tenham voltado ao patamar
    anterior.
·           As 10
nações mais devedoras do mundo têm uma dívida superior a 300% do PIB mundial.
 
  • A história
    mostra que quando uma nação dá o calote na dívida soberana, outros calotes vêm
    em seguida.  Um calote da União Europeia significaria um calote do Reino
    Unido, seguido por Japão, Coréia do Sul, China, Estados Unidos e, finalmente, a
    maior crise bancária da história.

 

  • Não
    sabemos exatamente o que está por vir, mas podemos ligar os pontos entre o
    ponto que estamos agora e o colapso do primeiro grande banco. Há pouco espaço
    para resgates governamentais, o que permite facilmente ligar os próximos pontos
    entre o primeiro banco fechado e o colapso de todo o sistema bancário europeu,
    e depois a quebra dos governos.

 

  • Praticamente não há freios para evitar essa situação e quase ninguém
    percebe a seriedade da situação.

 

  • O problema
    não são os 70 trilhões de dólares em dívida do G10. O problema é o colateral de
    700 trilhões de dólares em derivativos associados a eles. Isso equivale a 1200%
    do PIB mundial e está apoiando em bases muito, muito fracas.
  • Fonte: Revista Exame
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