Rússia ameaça usar ‘força destrutiva’ se EUA avançarem com escudo antimíssil

A
Rússia está preparada para usar “força destrutiva preventivamente” se os Estados
Unidos forem adiante com o controverso plano de um sistema de defesa
antimísseis na Europa.
O
alerta foi feito depois de o ministro da Defesa russo dizer que as conversas
sobre o sistema de defesa antimíssil estavam chegando a um “impasse”.

O
ministro da Defesa russo, Anatoly Serdyukov, disse que o diálogo não chegava a
acordo e “estava perto de chegar a um impasse”, mas a Otan declarou se manter
esperançosa em alacançar um acordo.

Moscou
teme que os interceptores de mísseis signifiquem uma ameaça à segurança da
Rússia. O vice-secretário-geral da Otan, general Alexander Vershbow, disse à
BBC que o receio da Rússia é “baseado em suposições erradas” e não são uma
ameaça ao poder nuclear da Rússia.

O
chefe do Estado-Maior Conjunto russo, o general Nikolai Makarov, disse que se o
escudo antimíssil na Europa for construído, a Rússia responderia colocando
ogivas mais potentes em seus próprios mísseis balísticos. “A decisão de usar
força destrutiva preventivamente será tomada se a situação piorar”, disse
Makarov.
Diálogo
Os
dois dias de diálogo entre Rússia, EUA e a Otan começaram nesta quinta-feira em
Moscou.
Rússia
e EUA têm sido hostis entre si quando o assunto é o sistema de defesa
antimíssil dos EUA. A ideia foi lançada em 2000 e colocada em pauta pelo então
presidente americano George Bush.

Barack
Obama, que sucedeu Bush na Casa Branca em 2008, suspendeu os planos de uma rede
de bases pela Polônia e República Checa com capacidade para mísseis de longo
alcance. Em 2010, entretanto, os EUA assinaram um acordo com a Polônia para
usar uma antiga pista de pouso em Redzikowo, perto da costa do Mar Báltico,
como uma base do sistema de defesa antimíssil.

De
sua parte, a Rússia colocou em funcionamento um sistema de radar em seu enclave
báltico de Kaliningrado, que tem capacidade para monitorar lançamentos de
mísseis da Europa e Atlântico Norte.
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