Ataque de Falsa Bandeira em São Paulo?Ameaça põe em alerta Consulado de Israel, Irã será o responsável!

Por Eugenio Goussinsky, no Estadão:
O governo israelense, com base em
informações sigilosas, alertou o Consulado-Geral de Israel em São Paulo para a
possibilidade de um atentado do grupo extremista libanês Hezbollah na capital
paulista. A representação diplomática entrou em estado de alerta.

A informação foi dada ao Estado
pelo cônsul israelense, Ilan Sztulman, que confirmou ter recebido
instruções de seu governo para reforçar a segurança nos arredores do consulado
e nas instituições judaicas paulistas. Ele mesmo declarou ter alterado a rotina
e cancelado compromissos por motivos de segurança. 
“Estamos temerosos e com
cautela. Tomamos medidas de precaução extrema no trabalho do consulado e de entidades
da comunidade judaica”, disse ontem o diplomata, que está no cargo desde 2010.
Sztulman afirmou que o governo
brasileiro já foi informado sobre a possibilidade de um ataque terrorista e
reforçou a segurança nas fronteiras, nos portos e nos aeroportos.
“Temos indícios de que o Hezbollah
pretende retomar ataques na América Latina. O Brasil é um dos países que correm
risco. Quando me dão o alerta, não dizem o que é exatamente. As fontes de
informação são sigilosas. Recebi informações sobre um risco maior, com um
pedido de providências para aumentar a segurança.”
O andar ocupado pelo consulado, em um
edifício na zona sul paulistana, está sob intensa vigilância. Para entrar no
local, blindado por uma porta de vidro na entrada principal, é necessário
passar por detalhada revista, que inclui a utilização de detector de metais em
cada objeto pessoal – incluindo agasalhos, cinto e canetas. Não é permitido o
ingresso com mochilas ou sacolas, nem mesmo na sala de segurança. Aparelhos
eletrônicos ficam retidos e só podem ser retirados no momento da saída.
Na semana passada, o jornal italiano
Corriere della Sera destacou que fontes de alto escalão do governo israelense
confirmaram a chegada de membros do Hezbollah, com apoio do Irã, à América do
Sul. Segundo a reportagem, a Bolívia e a Colômbia seriam outros possíveis
alvos.
Para reafirmar seu temor, Sztulman
lembrou os atentados nos anos 90 lançados contra a Embaixada de Israel em
Buenos Aires, que deixou 29 mortos, e a entidade judaica Amia, que matou 85
pessoas. Israel e EUA atribuem as ações ao Hezbollah e afirmam que o grupo
recebeu apoio financeiro do Irã, que nega as acusações.
Apesar das suspeitas do Ministério
Público argentino, as investigações não foram concluídas. “Antes dos atentados
também era difícil acreditar que o Irã realizaria um ataque em um país
soberano”, afirmou o cônsul.
(…)
Por Reinaldo Azevedo
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