Pentágono se prepara para ‘guerra cibernética’

O
Pentágono está estabelecendo um processo de aquisição rápida que permitiria o
desenvolvimento de novas ferramentas de guerra cibernética em questão de dias
ou meses, se isso fosse urgentemente necessário, afirmou o Departamento da
Defesa dos Estados Unidos em relatório ao Congresso norte-americano.

O
processo, que seria supervisionado por um novo Conselho de Administração do
Investimento Cibernético, quer enxugar os procedimentos tradicionalmente lentos
para aquisição de equipamento de defesa a fim de se enquadrar ao ritmo
acelerado dos acontecimentos no ciberespaço, segundo o relatório.
O
Congresso, em uma lei de defesa aprovada no ano passado, instruiu o Pentágono a
desenvolver uma estratégia que permitiria adquirir rapidamente armas,
aplicativos e outras ferramentas de guerra cibernética. O Pentágono enviou um
relatório ao Congresso no final do mês passado para delinear essa estratégia.
Conforme
o relatório, do qual a Reuters obteve uma cópia nesta quinta-feira, 12, o
processo de aquisição de ferramentas de guerra cibernética pelo Pentágono terá
duas linhas – uma acelerada e uma regular -, e o caminho escolhido seria
selecionado de acordo com a urgência do assunto.
“Essa
estrutura permite que processos alternativos de aquisição sejam adaptados à
complexidade, custo, urgência da necessidade e cronograma de implementação
associados ao desenvolvimento da ferramenta de guerra cibernética que esteja
sendo desenvolvida”, afirma o relatório.
“Os
programas com maior risco e maior tempo de implementação, e portanto maior
custo e complexidade, serão administrados com maior fiscalização e abordagens
mais centralizadas”, acrescenta.
Sob
o processo, as necessidades cibernéticas poderiam ser identificadas e definidas
por muitas organizações diferentes no departamento.
O
Comando Cibernético das forças armadas norte-americanas, uma organização de
combate criada quase dois anos atrás para defender as redes militares e
executar operações ofensivas de guerra cibernética caso assim instruído,
validaria as necessidades. O pessoal do Comando Cibernético definiria qual das
duas linhas de aquisição seria usada.
A
abordagem rápida seria em geral empregada “em resposta a necessidades urgentes
e críticas para nossas missões, em apoio a operações correntes ou para combater
novas ameaças”, afirma o relatório.
Please follow and like us:

Você pode gostar também

Deixe uma resposta