“Os Vingadores” faz aceno a ataques do 11 de Setembro

Um arranha-céu é o centro de uma batalha apoteótica em Nova York. Um radical maluco, que se considera uma divindade, quer impor sua visão autoritária aos americanos e arquiteta um ataque nos céus de Manhattan. A cena poderia ser uma descrição aproximada dos atentados de 11 de setembro de 2001 aos prédios do World Trade Center. Mas ela é o auge de “Os Vingadores”, longa que reúne os heróis dos estúdios Marvel no cinema.

No filme, Capitão América (Chris Evans), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Hulk (Mark Ruffalo), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) estão cercados por escombros e fumaça. Eles são a última linha de defesa contra terroristas liderados pelo deus Loki (Tom Hiddleston).
   

“Não sei se a intenção era ser uma homenagem [às pessoas que trabalharam nos resgates no WTC]. A torre de Tony Stark fica em Nova York, e Os Vingadores atuam lá”, desconversa Evans, dono do papel mais ingrato do grupo.

“Nunca vi o Capitão América como um símbolo da bandeira americana”, diz. “Ele defende virtudes que valem para qualquer país.”
Contudo, não há como negar que havia uma certa antipatia global aos EUA por causa da política externa do presidente George W. Bush, que deixou o poder em 2009.
Ao ponto de “Capitão América” ter ganhado o subtítulo “O Primeiro Vingador”. A intenção do estúdio era atenuar o patriotismo do herói.
Hoje, com Barack Obama prestes a disputar a reeleição, a situação é diferente para o ator que veste o uniforme azul do personagem.

A maior preocupação de Evans foi lidar com as brincadeiras que suas roupas coloridas geraram nas filmagens. O clima leve reflete-se no longa de Joss Whedon (da série “Buffy: A Caça-Vampiros”). O diretor não deixou transparecer a pressão de ser responsável pela união de quatro franquias cinematográficas.

“Os Vingadores” começou a ser forjado em 2008, quando Samuel L. Jackson, no papel do espião Nick Fury, apareceu em uma cena extra de “Homem de Ferro”.
A semente se espalhou por mais filmes dos estúdios Marvel, como “Thor” e “O Incrível Hulk”, que foram comprados em 2009 pela Disney.
Caso as produções não rendessem o esperado, o projeto seria um mico. No entanto, tornou-se um blockbuster de US$ 250 milhões (cerca de R$ 470 milhões) de orçamento e o cume de um planejamento inédito no cinema.
Se o filme lucrar o que analistas esperam –US$ 160 milhões (R$ 300 milhões) no fim de semana–, o universo continuará em expansão. Então, não saia do cinema antes de uma nova cena escondida.
Fonte: folha.uol
   
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