Grécia ainda pode quebrar e sair da União Europeia, diz chefe do FMI

A
diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde,
afirmou em entrevista à emissora de televisão americana CBS, que será exibida
no domingo (8), que a Grécia ainda tem riscos de ir à quebra, apesar das
medidas de austeridade, e pode ser forçada a sair da zona do euro e da União
Europeia.

As
declarações da chefe do fundo são um alerta sobre a conjuntura do país, que
passa por eleições em 6 de maio. Uma mudança política poderia pôr em risco os
cortes de Orçamento e outras resoluções aprovadas para que Atenas conseguisse o
segundo resgate financeiro, de € 130 bilhões.
Uma
semana depois da aprovação do socorro ao país por autoridades da União Europeia
e do fundo e da troca de títulos da dívida pública do país, autoridades
econômicas europeias fizeram críticas aos avanços gregos.
O
comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn, deu a entender que o país
pode precisar de um terceiro resgate financeiro. A iniciativa foi reafirmada
por outros dirigentes da Europa e inclusive o premiê grego, Lucas Papademos,
não descartou a possibilidade.
O
mais duro foi o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, dizendo que a
Grécia está pressionando Berlim apesar da situação financeira em que se
encontra. “Quando nações inteiras vivem além de suas possibilidades e
depois são obrigadas a adotar medidas de austeridade, é lógico que vão culpar
os outros”.
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