Será que é desta vez? Submarino nuclear americano é enviado para o Golfo Pérsico

Um destróier adicional também está indo para a região próxima ao Estreito de Hormuz.

Seguindo-se ao anúncio de que um terceiro porta-aviões americano, o USS
Enterprise, seria enviado para patrulhar o mar próximo ao Estreito de
Ormuz, em março, foi revelado que o submarino nuclear USS Annapolis e o
destróier USS Momsen também seriam enviados para o Golfo Pérsico como
parte das preparações para um possível ataque ao Irã.

“Dois navios da marinha americana, o submarino nuclear USS Annapolis e o
destróier USS Momsen, cruzaram o Canal de Suez seguindo em direção ao
Mar Vermelho. Embora o destino de ambos seja confidencial, eles estão
neste momento se aproximando perigosamente do Golfo Pérsico”, segundo
uma reportagem do canal Russia Today, citando a agência Interfax News.

Sendo a área de operações da quinta frota americana o provável destino
das duas embarcações, elas se juntarão no próximo mês ao USS Enterprise,
o terceiro porta-aviões que será posicionado na região junto com o USS
Vinson e o USS Abraham Lincoln. Os EUA também têm uma força de 15 mil
homens posicionada no Kuwait, a qual compreende um batalhão
expedicionário e um grupo de acesso anfíbio. Navios de guerra britânicos
e franceses estão atuando como escolta para os porta-aviões americanos.

O que isso tudo quer dizer é que os Estados Unidos irão ter uma presença
naval massiva bem próxima ao espaço marítimo iraniano num momento que
coincide com as preocupações relacionadas à crescente retórica de um
ataque. Hoje mesmo, um grupo de pensadores preeminente, que é, de forma
ostensiva, um fronte do complexo industrial-militar americano, solicitou
que o governo Obama intensifique as pressões sobre o Irã enviando mais
poder militar naval para a região que está tomada por tensões.

Os EUA estão atualmente conduzindo o seu maior exercício naval da última
década. O exercício da junta da marinha “Bold Alligator” e do Corpo de
Fuzileiros Navais, que está acontecendo nas costas da Virgínia e da
Carolina do Norte, é claramente conduzido para simular um conflito naval
com forças iranianas, a despeito de declarações oficiais contrárias.

“Forças da marinha e dos fuzileiros navais que estão envolvidas neste
exercício irão simular cenários de atividades de guerra que utilizam
minas, de contra-ataque a pequenas embarcações, de outras ameaças
irregulares e de combate em águas de pouca profundidade, entre outros,
os quais são características das forças navais iranianas”, segundo
reportagem do AOL News.

As repetidas ameaças que o Irã fez de fechar o Estreito de Ormuz, um
ponto estratégico de passagem de petróleo, têm levado muitos a especular
que o estopim para um ataque militar destinado a destruir instalações
de enriquecimento nuclear poderia acontecer nas águas do Golfo Pérsico.

Teerã está preparada para conduzir mais exercícios navais no estreito
ainda neste mês. Especialistas estimam que cerca de 1.000 minas sejam
necessárias para bloquear os 55 quilômetros de largura da passagem e que
a Guarda Revolucionária do Irã já estocou 2.000 minas para este
propósito.

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