Navios do Irã alcançam a Síria e China alerta sobre guerra civil

O
principal jornal da China acusou os países ocidentais de instigarem a guerra
civil na Síria e dois navios de guerra iranianos aportaram em uma base naval
síria, ressaltando as tensões internacionais crescentes com a crise que já dura
quase um ano.
Apesar
de continuar com a repressão militar sobre a oposição em cidades de todo o
país, o ditador Bashar al Assad seguiu adiante com planos de realizar um
referendo no final da semana.

Ativistas
na cidade de Hama, no oeste da Síria, disseram que soldados, policiais e
milícias ergueram dezenas de bloqueios nas ruas, isolando os bairros.

“Hama
está isolada do mundo exterior. Não há telefones, nenhuma rede de celular e não
há internet. Prisões de casa em casa são feitas diariamente, e às vezes de
forma repetida nos mesmos bairros”, dizia um comunicado da oposição.

As
tropas do governo aumentaram seu controle sobre Hama depois de uma ofensiva na
semana passada que se concentrou nos bairros ao norte, perto das terras que
serviam de abrigo para rebeldes do Exército Livre Sírio.
Os
combatentes rebeldes vinham atacando milicianos, conhecidos como shabbiha,
enquanto evitavam o confronto aberto com forças blindadas que se reuniram ao
redor de Hama.

As
forças do governo também mantinham o cerco a bairros pró-oposição de Homs, ao
sul de Hama. Ativistas da oposição divulgaram bombardeios esporádicos durante a
manhã no bairro de Baba Amro.

As
forças de segurança também lançaram uma campanha de prisões e incursões em dois
subúrbios da cidade de Deraa e havia sons de artilharia, disseram ativistas. Os
relatos não puderam ser verificados de forma independente.

As
ações de segunda-feira seguiram-se a um final de semana que viu uma das maiores
manifestações até agora na capital, enquanto o levante pró-democracia contra os
11 anos de governo de Assad aproxima-se do seu primeiro aniversário.

As
forças de segurança mataram pelo menos 5.000 pessoas, segundo grupos de defesa
dos direitos humanos, em uma campanha para esmagar a revolta, enquanto o
governo de Assad diz ter perdido mais de 2.000 soldados e agentes de segurança
no que descreve ser uma luta contra terroristas apoiados no exterior.
O
conflito também colocou as potências ocidentais e os países árabes do Golfo
contra Assad e seus aliados, Rússia, China e Irã.

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