Irã adverte porta-aviões americano a não retornar ao Golfo

Um funcionário de alto
escalão do Irã advertiu nesta terça-feira aos Estados Unidos que não voltem a
entrar com seu porta-aviões ao Golfo, ao mesmo tempo em que na frente
diplomática continuava a controvérsia entre Teerã e os ocidentais sobre o tema
nuclear.

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“Aconselhamos o
porta-aviões americano que atravessou o Estreito de Ormuz e que se encontra no
Mar de Omã que não volte ao Golfo Pérsico”, declarou o general Ataolá
Salehi, acrescentando que “a República Islâmica do Irã não tem a intenção de
repetir sua advertência”, segundo o site das forças armadas iranianas.
O porta-aviões americano
“USS John C. Stennis”, que se encontrava no Golfo, passou na semana
passada pelo Estreito de Ormuz para ir ao Mar de Omã, em plenas manobras navais
iranianas que duraram dez dias na região do estreito.
Vários funcionários de
alto escalão declararam que o Irã pode fechar este canal estratégico, por onde
transita 35% do tráfego marítimo petroleiro mundial, em caso de novas sanções
contra as exportações petroleiras, que permitem ao Irã, segundo produtor da
Opep, obter 80% de suas receitas.
Estas medidas foram
examinadas pelos Estados Unidos e por alguns países europeus, em particular
Alemanha, Grã-Bretanha e França, para levar o Irã a ceder em seu controverso
programa nuclear.
Os Estados Unidos
criticaram o “comportamento irracional do Irã” e afirmaram que
“não tolerarão nenhuma perturbação do tráfego marítimo no Estreito de
Ormuz”.
Na segunda-feira, último
dia das manobras navais, o Irã testou vários mísseis de cruzeiro, em particular
os mísseis Ghader e Nur, com um alcance de 200 km e que podem alcançar alvos no
Estreito de Ormuz, no Mar de Omã e no Golfo Pérsico.
Já o chefe de
Estado-Maior, o general Hassan Firuzabadi, declarou que em pouco tempo os
Guardiões da Revolução organizarão suas próprias manobras na região do Golfo,
do qual são responsáveis, enquanto o exército regular está encarregado de
controlar o Mar de Omã.
Reagindo às ameaças de
sanções petroleiras, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Ramin
Mehmanparast, declarou nesta terça-feira que o “Ocidente não é capaz de
excluir o Irã de comércio energético no mundo”.
“A situação
energética no mundo não sustenta a possibilidade de excluir um país como o Irã,
que possui as quartas reservas de petróleo e as segundas reservas de gás no
mundo”, acrescentou.
“Nossas exportações
de petróleo e de gás menos importantes são atualmente as que vão aos países
europeus”, ou seja, pouco mais de 15% das exportações iranianas,
acrescentou.
Ao mesmo tempo, Teerã
propôs novamente um reinício rápido das negociações nucleares com as potências
do grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha)
interrompidas há um ano.
“Esperamos que uma
data e um lugar sejam propostos pela chefe da diplomacia da União Europeia
(Catherine Ashton) para as negociações entre Irã e o grupo 5+1″, declarou
Mehmanparast.
A União Europeia rejeitou
a solicitação iraniana, acrescentando que continuava esperando a resposta de
Teerã a uma carta dirigida aos líderes iranianos no mês de outubro.
Já o ministro francês das
Relações Exteriores, Alain Juppé, considerou nesta terça-feira que o Irã
“continua desenvolvendo sua arma nuclear”.
Fonte: http://noticias.terra.com.br
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