EUA responderão com “força militar”, se Irã tentar bloquear estreito de Ormuz

Os Estados Unidos
responderão através da força caso o Irã tente bloquear o estreito de Ormuz,
passagem estratégica para o tráfego marítimo de petróleo, afirmou neste domingo
o chefe do Pentágono, Leon Panetta, evocando uma “linha vermelha” que
não deve ser ultrapassada.

“Fomos muito claros
sobre o fato de que os Estados Unidos não tolerarão o fechamento do estreito de
Ormuz. Esta é uma linha vermelha para nós e vamos responder”, advertiu o
secretário americano de Defesa durante a transmissão do programa Face the
Nation na rede de televisão CBS.
A tensão aumentou entre
Teerã e Washington desde terça-feira, após a advertência iraniana sobre a
presença da marinha americana no Golfo enquanto realizavam manobras militares,
despertando temores sobre o eventual fechamento do estreito de Ormuz, por onde
transita 35% do petróleo mundial transportado por via marítima.
Washington advertiu que
manterá seus navios de guerra mobilizados no Golfo, enquanto a Casa Branca
considerou que as advertências do Irã demonstravam sua “debilidade” e
a eficácia das sanções aplicadas contra o país por impulsionar seu polêmico programa
nuclear.
O oficial americano de
maior patente militar, o general Martin Dempsey, que acompanhou Panetta em sua
apresentação, disse que o Irã estaria em condições de bloquear o estreito, o
que seria uma “ação intolerável”, segundo ele.
“Eles investiram em
meios que poderiam permitir o bloqueio por um tempo do estreito de Ormuz. De
nossa parte, investimos em meios para garantir que, se este for o caso,
possamos impedir” a ação, informou o militar no programa da CBS.
“Atuaremos e reabriremos o estreito” caso ele seja fechado,
acrescentou o general Dempsey.
Durante uma visita a Omã,
no início de 2011, uma autoridade militar americana disse à AFP que os Estados
Unidos estavam “preocupados com a capacidade iraniana de impedir o
trânsito do petróleo através do Estreito de Ormuz”. “Os iranianos
podem, certamente, causar um impacto inicial, mas não podem fechar o canal por
muito tempo”, afirmou sob anonimato.
Neste domingo, o
secretário da Defesa reafirmou um outro “sinal de alerta” para
Washington:
a intenção de Teerã desenvolver armas em seu controverso programa
nuclear. “Desenvolveram uma arma nuclear? Não. Mas, sabemos que estão
tentando desenvolver uma capacidade nuclear, que é preocupante para nós”,
disse.
O programa nuclear
iraniano, de finalidade civil, segundo Teerã, pode ser o suficiente para a
construção de armas nucleares, caso seja a vontade do Irã, uma decisão que
ainda não foi tomada, de acordo com a inteligência americana.
Panetta e Dempsey
afirmaram que as prioridades de Washington são ações diplomáticas e sanções
econômicas contra o regime, contudo, sem excluir a ação militar.
O chefe do Estado-Maior
explicou que seu papel é o de planejar uma eventual operação, avaliar os riscos
e, “em certos casos, posicionar os meios” militares para conduzir tal
operação”. “Todas estas atividades estão em andamento”, disse
Dempsey.
Para aliviar as tensões
entre os dois países, a marinha americana libertou na quinta-feira 13
marinheiros iranianos mantidos reféns por piratas somalis na costa de Omã, uma
ação elogiada por Teerã como um “gesto humanitário positivo”.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/m
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