RG dos cidadãos venezuelanos possuem chip RFID que permite identificá-los a distância

Reunida na cidade chineza
de Shezhén para a demonstração, a delegação cubana captou de imediato como a
nova tecnologia podia ser empregada para exercer um maior controle sobre a
população – e esmagar qualquer surto contra-revolucionário – na Venezuela.

Todas as
informações dos cidadãos venezuelanos estão contidas em um chip incrustado no
cartão eletrônico de identidade que tem acesso remoto pela polícia política do
ditador Hugo Chávez. O sistema será definitivamente implantado caso o caudilho
consiga se reeleger em 2012.Clique sobre a imagem para vê-la ampliada.
O agente de segurança
chinês caminhava casualmente pela rua, levando em uma mão o que parecia ser um
telefone inteligente, enquanto os transeuntes passeavam ao redor sem suspeitar
que estavam sendo vigiados, contou ao jornal El Nuevo Herald o engenheiro
venezuelano Anthony Daquim, que esteve presente durante a demonstração. Daquin
é um ex-assessor do Ministério de Interior e Justiça da Venezuela.
Depois de um breve trecho,
o agente se aproximou dos convidados. No pequeno aparelho havia registrado a
informação pessoal de dezenas de pessoas que haviam passado a seu lado. Todos
os dados vinculados com seus cartões de identidade haviam sido transmitidos
subrepticiamente por um diminuto chip RFID incrustado dentor do próprio
documento de plástico.
Os cubanos, a maioria
vinculados com os serviços de segurança de Cuba, se olhavam sem poder ocultar
seu assombro ante o ato de magia tecnológica que permitia detectar a
localicação exata de um indivíduo sem que este soubesse.
Um dos representantes da
equipe se aproximou de Daquin, e muito entusiasmado, afirmou: “Isto é o
que necessitamos, é o que estávamos esperando, Anthony. Isto é o que vamos
implementar na Venezuela”.
E é, de fato, o que o
governo venezuelano tem previsto introduzir no país em caso de que o caudilho
Hugo Chávez ganhe as eleições de 2012, com parte de um elaborado sistema
desenhado para aumentar o controle do Estado sobre os cidadãos.
É um sistema, segundo
Daquin, desenhado e operado por Cuba, que já tem sob seu controle o sistema de
emissão de cédulas de identidade e passaportes, assim como toda informação
privada e sensível de todos os venezuelanos, incluindo as propriedades que
possuem, quanto ganham, onde vivem e, talvez mais importante, se apoiam ou se
apõem à revolução socialista de Chávez.
É um instrumento de
controle cujo desenvolvimento e administração tem significado um lucrativo
negócio para o regime de Havana, que tem começado a oferecer esses serviços à
Bolívia, Equador e Nicarágua, disse o engenheiro.
“A informação é poder
[…] e a informação íntima dos venezuelanos tem sido manipulada de forma
objetiva, de forma centralizada desde Cuba, de uma maneira que permite ao
presidente Chávez manter-se no poder”, acrescentou.
O engenheiro disse que
presenciou alguns desses primeiros passos, representando uma empresa que
assessora o governo em matéria de tecnologia, e participou ativamente na
modernização dos sitema de cédulas de identidade até entender os alcances do
que se pretendia fazer, discutindo com a comissão cubana.
“[Disse-lhes que] se
vocês implementam esse documento [a cédula de identidade eletrônica] na
Venezuela, eu vou me sentir como na época do [el ditador Marco] Pérez Jiménez,
quando a gente temia a Segurança Nacional [polícia secreta] e ninguém tinha a
oportunidade de se expressar publicamente”, comentou Daquin sobre o
enfrentamento a partir do qual caiu em desgraça com o governo venezuelano e
posteriormente converteu-se no alvo de um atentado.
[Com o documento], agora
tenho uma Segurança Nacional, mas eletrônica, explicou Daquin, que atualmente
solicita asilo político nos Estados Unidos.
Isto quer dizer que os
serviços de inteligência cubanos podem em questão de segundos determinar não
somente as características pessoais de qualquer indivíduo, sua idade, sua
última residência fiscal, e quando ganha, mas também as propriedades que
possui.
O governo venezuela, por
sua vez, nega que o regime de Havana controle o sistema de identificaçào
venezuelano.
“[A base de dados
para a emissão de cédulas] é administrada de maneira soberana e independente
por venezuelanos”, afirmou recentemente o Ministro do Poder Popular para
Relações Interiores e Justiça, Tareck El Aissami. “É falso o que diz o
oposicionismo [de que está mãos cubanas]”. O engenheiro 
Anthony Daquin,
não obstante assegurou que o ministro mente.

“A venezuela entregou
tudo isso a Cuba como parte de sua estratégia para controlar o cidadão”,
reiterou Daquin. “O objetivo é: ‘temos que controlar a população  venezuelana, os cidadãos e as cidadãs para
implementar nosso modelo’, modelo completamente socialista”.

Fonte: http://aluizioamorim.blogspot.com/

Please follow and like us:

Você pode gostar também

Deixe uma resposta