Europa deve lançar união fiscal para combater crise, diz Merkel

A chanceler alemã, Angela
Merkel, afirmou nesta sexta-feira que os países europeus estão a ponto de criar
uma “união fiscal” com uma supervisão rigorosa para enfrentar a crise
da dívida.
“Não estamos falando
apenas de união fiscal, nós estamos começando a criá-la”, disse Merkel
durante um discurso no Parlamento.
De acordo com Angela
Merkel, a união orçamentária terá “regras estritas, ao menos para a Eurozona”.

       
“O elemento central
desta união da estabilidade, buscada pela Alemanha, será um novo teto de
endividamento europeu”, completou a chanceler canciller, insistindo na
intenção de convencer os sócios sobre a necessidade de mudar os tratados
europeus para poder introduzir mais disciplina orçamentária.
“Não há mais
alternativa que uma mudança dos tratados”, destacou, antes de rejeitar de
maneira categórica os “eurobônus” como remédio para a crise que afeta
a Eurozona.
“Quem não entende que
os eurobônus não podem ser a solução da crise não compreende nada da natureza
do problema”, disse.
FRANÇA
Ontem, o presidente
francês, Nicolas Sarkozy, destacou a necessidade de “refundar” a
Europa e de restaurar sua credibilidade e confiança, e anunciou que na
segunda-feira (5) irá se reunir com Merkel para lançar propostas que garantam o
“futuro do continente”.
Em discurso na localidade
de Toulon, Sarkozy disse que fará “todo o possível para que a França e a
Alemanha sejam um pólo de unidade”.
       
Segundo ele, a crise do
euro é “uma crise de credibilidade” e “de confiança”.
O líder francês afirmou
ainda que o que aconteceu com a Grécia” não se repetirá mais e que nenhum
Estado da Eurozona entrará em default”.
“É preciso que fique
claro que o que houve com a Grécia aconteceu em um contexto muito particular e
que não se repetirá mais”, disse Sarkozy.
Ele disse estar
“convencido” de que o BCE (Banco Central Europeu) é um organismo
independente e continuará sendo (…) e atuará contra as ameaças da crise da
dívida na Europa.
“O BCE fará sua parte
contra o risco deflacionário que ameaça a Europa”, afirmou Sarkozy em
Toulon (sul).
O presidente advertiu
ainda os franceses sobre o risco de um “isolamento”, que teria
consequências econômicas e sociais devastadoras, em resposta aqueles que
questionam a vigência da Eurozona, ameaçada pela crise da dívida.
Please follow and like us:

Você pode gostar também

Deixe uma resposta