Agenda Gay do Governo lança política de saúde para privilegiar público LGBT

Keila Simpson e Janaína
Lima, duas travestis, foram as mestres de cerimônia da abertura da 14ª
Conferência Nacional de Saúde, que ocorreu nesta quinta-feira na presença de
sete ministros do governo Dilma Rousseff.O Ministério da Saúde
aproveitou o evento para disparar ações voltadas ao público LGBT.

 

Uma delas foi
a assinatura pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de uma portaria que
institui a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis e Transexuais no SUS.

A assinatura da medida,
que consolida recomendações e ações desenvolvidas de forma fragmentária, foi
comemorada por integrantes do movimento LGBT, que tinham dúvidas sobre a
efetivação dessa pública frente à pressão, principalmente, dos segmentos
evangélicos.
O documento fala em
aperfeiçoar tecnologias usadas no processo transexualizador, eliminar a
homofobia na esfera do SUS, oferecer cuidado à saúde de adolescentes e idosos
gays e garantir direitos sexuais e reprodutivos da população LGBT na rede
pública de saúde.
Compete ao Ministério da
Saúde, por exemplo, a elaboração de protocolos clínicos sobre o uso de
hormônios e implante de próteses de silicone para travestis e transexuais.
Padilha comemorou a
portaria. “Agora é regra no SUS”, disse, durante bate-papo sobre a
vulnerabilidade da população LBGT frente à Aids, na companhia de associações
gays, da cantora Preta Gil e de Ziraldo.
Também foi lançada a
campanha de 1º de dezembro contra a Aids, este ano focado em jovens gays.

Boletim divulgado esta
semana pelo ministério mostra crescimento de novos casos do vírus em meninos
homossexuais com idades entre 15 e 24 anos.
“Você é? Ele é. Ela
não admite, mas é. E você, é?”, provoca a campanha para a TV, que conclui:
“Você é preconceituoso? A Aids não tem preconceito.”
Fechando os anúncios
voltados ao público LGBT, foi anunciada uma coleção de selos e uma cartilha de
prevenção à Aids, feitas pelo cartunista Ziraldo. Não são focados
exclusivamente no público gay, mas fazem referências explícitas a eles.
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