Israel atacará o Irã até o começo de 2012, diz jornal de Londres

Segundo ‘Daily Mail’,
fontes do governo britânico prevêm ofensiva até o ‘começo de 2012′
Citando fontes da “cúpula do governo” britânico, o jornal Daily Mail
noticiou nesta quinta-feira, 10, que, segundo os cálculos de Londres, Israel
lançará um ataque ao Irã em aproximadamente dois meses. A informação –
qualificada de “duvidosa” pela imprensa israelense – vem à tona um
dia após a agência atômica da Organização das Nações Unidas (ONU) lançar seu
mais duro relatório contra Teerã, no qual acusa os iranianos de tentar fabricar
uma bomba.

Na quinta, o secretário de
Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, alertou que um ataque ao Irã pode ter
“um sério impacto” involuntário na região. “É preciso ser
cuidadoso com as consequências não desejadas (de uma ação contra Teerã). Elas
poderiam não só fracassar em impedir que o Irã faça o que quer fazer, mas
também ter um sério impacto sobre as forças americanas na região.”
Integrantes do gabinete do
primeiro-ministro David Cameron teriam sido avisados para aguardar um ataque de
Israel ao Irã “em breve”. “Esperamos que algo aconteça já no
natal ou no começo do ano”, teria afirmado uma fonte da Chancelaria
britânica, citada pelo Daily Mail. Autoridades britânicas da área de
inteligência teriam confirmado a informação.
Há duas semanas, o jornal
israelense Yediot Ahronot noticiou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu
estava tentando convencer seu gabinete a aprovar um amplo ataque contra
instalações nucleares iranianas. Ele teria o apoio do ministro da Defesa, Ehud
Barak.
Mas os chefes dos setores
de inteligência e das Forças Armadas se oporiam ao uso da força contra Teerã.
Em meio às especulações na imprensa, o Irã disse que “o regime sionista
mia como um gato quando quer rugir como um leão”. Na quinta, o mesmo
Yediot Ahronot colocou em dúvida a “veracidade” da reportagem
britânica.
O relatório publicado pela
Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na quarta-feira faz duas
acusações principais contra o Irã. Primeiro, o órgão da ONU afirma que
iranianos não respeitaram as salvaguardas impostas e não colaboraram totalmente
com os inspetores. Segundo, que cientistas iranianos podem estar desenvolvendo
uma instalação para testes nucleares, detonadores atômicos e modelos virtuais
para ogivas – ações que, se confirmadas, demonstrariam o objetivo militar do
programa de Teerã.
Potências divididas
A República Islâmica
reagiu furiosamente ao documento da AIEA. Segundo o chanceler iraniano, Ali
Asghar Soltanieh, o relatório “não é profissional” e foi “ditado
por Washington”. Ele ainda acusou o diretor-geral da AIEA, o japonês
Yukiya Amano, de ter violado o estatuto da agência atômica, ao revelar informações
que haviam sido passadas pelo Irã sob condição de sigilo.
EUA e países europeus
afirmam que o relatório apresentado esta semana deve levar à adoção de medidas
adicionais contra o governo iraniano. A União Européia já estuda a
possibilidade de adotar mais medidas unilaterais. Rússia e China, entretanto,
já deram sinais de que não permitirão novas sanções do Conselho de Segurança
das Nações Unidas contra Teerã.

Créditos da matéria Juliana

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