Subida do Dólar – Inflação – Crise Financeira Mundial

O Banco Central (BC) estancou a disparada do dólar
nesta quinta-feira com uma intervenção pesada no mercado futuro, voltando a
usar contratos de swaps tradicionais. Às 14h00 (de Brasília), a moeda americana
caía 0,40%, para R$ 1,8505 na venda, depois de alcançar R$ 1,9507 na máxima da
sessão.

No mercado futuro, o contrato com mais volume
chegou a R$ 1,961, perto do limite de alta de R$ 1,9665. Caso fosse atingido
esse teto, as operações seriam interrompidas até que novos limites fossem
estabelecidos. A alta do dólar (que acompanha a piora acentuada dos mercados
internacionais) só esfriou após a ação do BC, que vendeu US$ 2,7 bilhões no
mercado futuro para antecipar o vencimento de contratos de swap cambial
reverso.
O BC tem focado sua intervenção no mercado futuro
porque avalia que o fluxo de dólares para o País continua vigoroso, sem
necessidade de queimar reservas internacionais para aumentar a oferta de moeda
estrangeira no mercado à vista. A percepção é compartilhada pela maior parte
dos investidores. “O mais importante é que o mercado sentiu que o Banco
Central quer botar uma banda (cambial). É como se ele dissesse: ‘olha, R$ 1,60
eu não quero, mas a R$ 1,90 eu também não vou deixar'”, disse o operador
de câmbio da corretora Interbolsa, Moacir Marcos Júnior, em referência também
às medidas anteriores do governo para frear a queda do dólar quando o cenário
internacional não estava tão turbulento.
De acordo com uma fonte da equipe econômica, o
governo pode retirar algumas dessas medidas que tinham o objetivo de diminuir a
baixa do dólar. 
“Tem muita munição para ser usada ou retirada”, disse
à Reuters a fonte.
Em julho, por exemplo, o governo decidiu cobrar o
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as posições vendidas líquidas
de câmbio. Na ocasião, o objetivo expresso era evitar mais valorizações do
real.
Na opinião do tesoureiro de um banco dealer de
câmbio, que preferiu não ser identificado, o governo provavelmente gastará
primeiro o “arsenal” no mercado futuro antes de aliviar as restrições
às posições de câmbio. Segundo dados do BC, ainda há cerca de US$ 6 bilhões em
contratos de swap cambial reverso que podem ser revertidos por meio de leilões
de swap tradicional, como ocorreu nesta quinta. “Se o mercado for para
cima de R$ 1,90, ele deveria entrar de novo”m acrescentou o tesoureiro
A disparada do dólar não era exclusividade do
Brasil, embora a perspectiva de juros menores nos próximos meses e o imposto
sobre o aumento de posições vendidas em derivativos deem mais combustível para
o movimento.
Outras moedas associadas a investimentos de maior risco, como dólar
australiano , peso mexicano e rand sul-africano também registravam fortes
baixas nos últimos dias em meio à preocupação com a possibilidade de uma
recessão nos Estados Unidos e com a ameaça de um calote da Grécia em meio à
crise da dívida soberana da Europa

Fonte: http://not.economia.terra.com.br/

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