Censura da Internet: O futuro do terrorismo é cibernético, afirma especialistas

Além
de mísseis, aviões e homens-bomba, os terroristas do futuro poderão usar
computador, mouse e teclado para atacar os Estados Unidos. A afirmação vem de
especialistas americanos, que apontam o terrorismo cibernético como a próxima
grande ameaça ao país.

Através de hackers, grupos terroristas poderiam roubar
informações do Pentágono, bloquear contas bancárias e até assumir o controle de
naves espaciais.
O
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem anunciado repetidamente que
segurança cibernética é uma prioridade do seu governo. A preocupação é
compreensível. O Pentágono sofre 1 milhão de ataques virtuais por dia e a Nasa,
que já teve seu sistema hackeado em 2009, anunciou este ano que teme pelo
controle das suas aeronaves no espaço.
O
principal medo das autoridades americanas é que terroristas utilizem estas ferramentas
para facilitar um atentado como o de 11 de Setembro. “Se eles conseguirem
bloquear os computadores do Pentágono, seria fácil nos atacar porque nosso
sistema de defesa é inteiramente baseado nesses computadores”, afirma o
professor Lawrence Gordon, especialista em Segurança Cibernética da
Universidade de Maryland.
E
mesmo que o ataque fosse estritamente virtual, teria consquências sérias num
país que depende inteiramente da internet para controlar sistemas de
transporte, energia e financeiro. Gordon lembra que há diversas formas de fazer
terrorismo, desde que prejudique o modo de vida de uma nação. “O simples
ato de parar os trens de uma cidade como Washington D.C geraria pânico e
desconforto”, acredita.
Mas
para ele, a forma mais eficaz de afetar os Estados Unidos seria bloquear as
contas bancárias dos milhões de americanos que dependem inteiramente dos seus
cartões de crédito. “Basta lembrar que 70% das transações bancárias
circulam entre dois bancos de Nova York. Imagina se eles param de funcionar. As
pessoas não teriam dinheiro para chegar em casa”, constata.
A
façanha de lançar uma ofensiva através do mundo virtual parece improvável, mas
já foi realizada em 2008, durante o confronto entre Rússia e Geórgia. Antes de
lançarem seus mísseis, os russos limitaram o acesso da Geórgia à internet e
bloquearam os sites do governo. Desta forma, enquanto estava sendo bombardeado,
o país ficou impossibilitado de se comunicar online e pedir ajuda a outros
países.
Treinamento
de guerra

 
Pensando em se preparar para esta nova realidade, o governo dos Estados Unidos
acaba de fechar uma parceria com a Universidade de Maryland para implementar o
curso de graduação em Segurança Cibernética. Os futuros ‘Guerreiros
Cibernéticos’ irão ocupar os 30 mil novos empregos que serão criados na área em
Washington D.C.
A
Casa Branca também divulgou em maio um plano de prevenção e resposta rápida
contra crimes cibernéticos e terrorismo virtual. Obama criou um departamento
específico para implementar estas medidas de segurança no setor público e
aconselhar o setor privado. Além disso, o Pentágono anunciou que ações de
hackers podem passar a ser considerados crimes de guerra até o final do ano.
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