Tensão na Ásia: Coreia do Norte volta a efetuar disparos em fronteira marítima

A Coreia do Norte voltou a efetuar disparos de artilharia na fronteira marítima com a Coreia do Sul nesta quarta-feira, segundo informou a agência sul-coreana Yonhap.
Poucas horas antes, a Marinha da Coreia do Sul já havia aberto fogo em resposta aos disparos

norte-coreanos nas proximidades nas cercanias da ilha de Yeonpyeong, fronteiriça com a Coreia do Norte, em resposta às detonações de artilharia aparentemente procedentes de manobras do Exército norte-coreano, informou a televisão sul-coreana YTN.

Segundo indicaram fontes do Estado-Maior sul-coreano, efetivos da Marinha postados na fronteira marítima entre as duas Coreias no mar Amarelo (mar Ocidental) escutaram três rodadas de disparos norte-coreanos por volta das 13h locais (1h de Brasília), mas não está claro se os projéteis caíram em águas sul-coreanas.
“Estimamos que um dos obuses norte-coreanos caiu perto da Linha Limítrofe do Norte (NLL)”, como é conhecida a fronteira entre as duas Coreias no litoral ocidental, indicaram fontes militares à agência local Yonhap.
O Exército sul-coreano respondeu com três disparos de advertência uma hora mais tarde e indicou que por enquanto não foram detectados movimentos anormais nas linhas militares do lado norte-coreano.
No entanto, “mantemos nossas posições de defesa”, assinalaram as fontes, que acrescentaram que os disparos norte-coreanos provinham aparentemente da ilha norte-coreana de Yongmae, a cerca de 20 quilômetros de Yeongpyeong.
O Exército sul-coreano explicou que esperou uma hora para disparar, já que decidiu avaliar a situação e comprovou que nenhum projétil causara danos em seus navios na zona.
Yeonpyeong, distante apenas uma dezena de quilômetros do litoral norte-coreano, foi cenário de um bombardeio da Coreia do Norte em novembro de 2010, quando várias rodadas de obuses atingiram a ilha e mataram dois soldados e dois civis.
O regime de Pyongyang não reconhece a linha que separa as duas Coreias no Mar Amarelo, pelo que a zona é o centro de uma grande tensão, especialmente desde o bombardeio de novembro, o primeiro ataque com artilharia sobre território sul-coreano desde a Guerra da Coreia (1950-53). 
Fonte: Folha.Uol
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