Presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad Diz que 9/11 é uma Farsa

Presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, discursa na ONU; declarações sobre os ataques de 11/9 causam polêmica

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, causou polêmica nesta quinta-feira durante seu discurso em Nova York, na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) após relembrar teorias conspiratórias sobre os ataques terroristas de 11 de Setembro. Em seu pronunciamento, ele disse que “muitas pessoas” dizem acreditar que o governo americano esteve por trás dos atentados, fazendo com que parte da delegação americana deixasse o local em protesto.

Falando sobre três eventos que modelam o cenário mundial atual –os ataques de 11/9, a ocupação dos territórios palestinos e a questão nuclear–, Ahmadinejad reafirmou sua polêmica teoria de que os atentados terroristas contra as torres gêmeas de Nova York em 2001 podem ter sido arquitetados por “alguns homens” dentro do próprio governo americano para desviar a atenção da situação econômica.

Após as polêmicas declarações, imagens da rede de TV CNN –que exibiu o discurso ao vivo– mostraram vários representantes da delegação americana deixando o local. As cadeiras da delegação israelense também foram mostradas vazias.
Ahmadinejad disse ainda que “lamenta os mortos” na queda das torres gêmeas, mas que, depois disso, “muitos milhares de pessoas foram mortas no Afeganistão e no Iraque, invadidos pelos EUA”.
Em seu discurso, ele criticou ainda o sistema capitalista, defendeu o direito dos palestinos “exercerem sua soberania e escolherem seus líderes” e comentou a questão nuclear.
“Foi dito que as potências querem pressionar o Irã para o diálogo, mas o Irã sempre esteve pronto para o diálogo”, disse o iraniano, que citou ainda a iniciativa de Brasil e Turquia para se chegar a um acordo de troca de combustíveis nucleares, que “recebeu uma reação inapropriada das potências”.
Ahmadinejad defendeu a reforma da ONU “para que todos os países possam participar”, e criticou a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança, como instituições monopolizadas pelas grandes potências. Ainda criticou a figura do secretário-geral da ONU, dizendo que deveria ser independente e não sofrer pressão.
AMORIM
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, abriu nesta quinta-feira os debates da 65ª Assembleia Geral da ONU fazendo um balanço dos oito anos da gestão petista e pedindo soluções para questões como o impasse nuclear iraniano e a paz no Oriente Médio.
Em português, Amorim disse que, “ao longo dos dois mandatos do presidente Lula, o Brasil mudou”, citando o “crescimento econômico sustentado, a estabilidade financeira e a inclusão social”.
Sobre o Irã, Amorim disse que o Brasil se empenhou em “encontrar um instrumento que pudesse representar avanço para a solução do dossiê nuclear iraniano”.
“Estamos convictos de que, uma vez de volta à mesa de negociações, as partes encontrarão formas de resolver outras questões, como o enriquecimento a 20% e o estoque de urânio enriquecido acumulado desde outubro de 2009″.
Para Amorim, “o mundo não pode se permitir o risco de um novo conflito como o do Iraque”.
OBAMA
O presidente dos EUA, Barack Obama, usou seu segundo discurso em uma Assembleia Geral da ONU para defender as políticas de seu governo nos últimos 20 meses e destacar esforços em relação ao Irã e à paz no Oriente Médio.
Sobre o primeiro, reforçou a abordagem dupla de sua gestão, de pressão e diplomacia. “Através da resolução 1929 do Conselho de Segurança da ONU [de sanções ao país persa], deixamos claro que a lei internacional não é uma promessa vazia”, disse.

“[Mas] os EUA e a comunidade internacional buscam uma solução para nossas diferenças com o Irã, e a porta continua aberta para a diplomacia. O governo iraniano deve demonstrar um compromisso claro e crível e confirmar os fins pacíficos de seu programa nuclear.”

Em relação ao processo de paz no Oriente Médio, insistiu na solução de dois Estados (Israel e uma Palestina) e pressionou líderes de ambos os lados a trabalharem no diálogo direto, que foi restabelecido neste mês em Washington.
Também defendeu novamente a extensão do congelamento dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, que expira no próximo dia 26. Palestinos ameaçam abandonar as conversas caso ele não seja prolongado.
“As palavras [nas negociações de paz] devem ser seguidas por ações, e acredito que ambos os líderes têm a coragem para isso. O caminho é difícil, e eu exorto israelenses e palestinos –e o mundo– a se unirem pelo objetivo que compartilham.”
Ele pediu apoio da comunidade internacional, com destaque para árabes: “Todos nós temos uma escolha a fazer. Temos que escolher a paz.” 
Fonte: folha.uol
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